quinta-feira, 5 de novembro de 2009
GABARITO DO CAPÍTULO DE ÁGUAS OCEÂNICAS
1. Essa questão é pessoal. Podem ser citados a temperatura, a salinidade, alguns dos movimentos das águas e a vida marinha.
2. Esse fato ocorreu devido à ação das marés, movimentos diários de elevação e abaixamento do nível das águas oceânicas, provocadas pelas forças de atração que a Lua e o Sol exercem sobre a Terra.
3. É possível navegar com a ajuda das correntes marítimas porque elas são porções de água que se deslocam em várias direções, percorrendo determinadas trajetórias. Assim, a embarcação pode viajar impulsionada por essas águas.
4. A pesca artesanal apresenta uma produtividade menor porque é praticada com pequenos barcos e equipamentos rudimentares, ao contrário da pesca comercial, feita com embarcações modernas e instrumentos sofisticados, que permitem uma alta produtividade.
5. As águas oceânicas são importantes para o Brasil porque servem como vias de comunicação e transportes, fornecem alimentos, possibilitam o desenvolvimento da pesca, etc.
6. Isso pode ocorrer se as pessoas lançarem poluentes nos cursos d'água localizados no interior do continente, pois os rios carregam esses poluentes até os oceanos.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Questões de Geografia Urbana
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
REDE URBANA
O esquema clássico de rede urbana estrutura-se sobre uma rígida hierarquia funcional. Nessa hierarquia, quanto mais elevada é a classe da cidade, mais especializados e raros são os bens e serviços que ela oferece e mais vasta é a sua região de influência. Em virtude dos custos de deslocamento, as relações externas mais significativas das populações das pequenas cidades se restringem às cidades médias mais próximas.
O esquema atual de rede urbana foi moldado pela intensificação dos fluxos materiais e, principalmente, dos fluxos de informações. Os modernos meios de transporte reduziram os custos de deslocamento e as redes de comunicação contemporâneas diminuíram os custos das trocas simbólicas. Desse modo, todas as cidades, pequenas e médias, adquiriram novas possibilidades de acesso aos bens e serviços característicos das metrópoles nacionais.
domingo, 25 de outubro de 2009
CIDADES GLOBAIS
As cidades globais são divididas em três níveis (alfa, beta e gama), de acordo com o poder de polarização de cada uma na economia global.
Quanto maiores a oferta de bens e serviços e a densidade e a qualidade de infraestrutura urbana, maiores são o poder ea influência de uma cidade global. Esses fatores determinam o número de pontos que cada cidade pode obter.
A pontuação máxima é 12, atingida por apenas quatro cidades - Nova York, Tókio, Londres e Paris -, que são os pólos da economia global. Chicago, Frankfurt, Hong Kong, Los Angeles, Milão e Cingapura, que vem logo abaixo, atingiram dez pontos. Essas são as dez cidades com melhor rede de serviços e de infraestrutura, as mais conectadas, portanto as que polarizam a economia mundial e ocupam o topo da hierarquia urbana. Por isso foram classificadas como cidades globais alfa.
As dez seguintes na hierarquia (pontuação de 7 a 9) foram chamadas de cidades globais beta, entre as quais aparece São Paulo, com 8 pontos.
As 35 cidades globais cujo fluxos e oferta de serviços são bem menores em comparação com os dois primeiros grupos foram chamadas de cidades globais gama (pontuação de 4 a 6). Existe ainda uma lista de 66 cidades que caminham para se tornar cidades globais (pontuação de 1 a 3). O Rio de Janeiro é uma delas, com 3 pontos.
TECNOLOGIAS E ESPAÇO GEOGRÁFICO
O TEXTO
1. a) O aluno deve relacionar a localização das fábricas têxteis às margens dos rios à utilização de rodas d'água como fonte de energia para os teares hidráulicos.
b) Espera-se que o aluno observe que a máquina a vapor, os teares mecânicos e a siderurgia tinham como ponto em comum o consumo de carvão mineral, o que provocou a instalação das fábricas próximo às bacias carboníferas, pois o transporte ferroviário de carvão tinha custos elevados, que se tornavam proibitivos a distâncias muito longas.
c) O aluno deve indicar que o uso da energia elétrica na movimentação das máquinas e equipamentos libertou a indústria das localizações tradicionais, junto às bacias carboníferas e aos portos.
2. Espera-se que o aluno conclua que o uso do carvão como fonte de energia no transporte marítimo e ferroviário impulsionou a expansão imperial européia na Ásia e na África, com repercussões na unificação do mercado mundial, e possibilitou a implantação de sistemas de agricultura comercial em terras distantes dos portos marítimos e fluviais.
3. a) Espera-se que o aluno contemple, em sua definição de revolução tecnocientífica, o impacto das inovações no campo da informação, da biotecnologia e da produção de energia sobre a organização do espaço geográfico.
b) O aluno deve observar que as redes de comunicação atuais compreendem os avanços da informática, com impactos significativos no funcionamento de diversos setores da economia, como o setor financeiro, a indústria, os sistemas de administração pública e privada, e os serviços de transporte, saúde e educação.
4. O aluno deve afirmar que se trata de conglomerados empresariais que atuam em diversos países., instalando suas unidades de produção a fim de ampliar seu mercado e baratear custos. A maior parte das empresas transnacionais mantém um centro de decisões globais localizado no país sede, para o qual é repatriada uma parte dos lucros obtidos no mundo inteiro.
5. São verdadeiras apenas as afirmações a, b e d. As afirmações c e e são falsas.
c) A localização de unidades de produção em áreas próximas a reservas minerais e carboníferas foi uma necessidade do ciclo do carvão, ao longo do século XIX.
e) A atuação das empresas transnacionais se tornou complexa por causa da "revolução da informação", a qual repercutiu consideravelmente no poder de atuação de tais empresas sobre os mercados.
6. a) É importante que o aluno relacione a maior concentração de sedes de empresas financeiras nas cidades denominadas globais à importância desse setor na fase atual de organização da economia capitalista.
b) O aluno deve apontar a América Latina, a Oceania, a África, o Oriente Médio e o subcontinente indiano como regiões que não abrigam a sede de nenhuma das empresas financeiras. Os países citados no gráfico localizam-se na Europa - Itália (Trieste e Milão), Suécia (Estocolmo), Espanha (Bilbao e Santander), Alemanha (Stuttgart, Munique e Frankfurt), Países Baixos (Utrecht e Amsterdã), Bélgica (Bruxelas), Reino Unido (Edinburgo e Londres), Suíça (Zurique) e França (Paris) -, na Ásia - Japão (Osaka e Tóquio) e China (Pequim) - e na América do Norte - Estados Unidos (Norwalk, Charlotte e Nova York).
O CONTEXTO
1. a) Espera-se que o aluno estabeleça relação entre a valorização empresarial dos lugares e acrescente importância dos meios de comunicação e da informática.
b) O aluno deve apontar, entre outras, as cidades de Campinas, Sorocaba, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Presidente Prudente.
2. a) Espera-se que o aluno indique em sua definição de rede a circulação de fluxos de informação e de capital, principalmente, entre diversos pontos do planeta que se conectam pelas redes de comunicação e de transporte.
b) O aluno deve observar que as redes de informação e de comunicação seguem a lógica do capital, o que se traduz por uma desigual distribuição nas diversas regiões do mundo.
3. O objetivo da atividade é propiciar uma reflexão aprofundada sobre as relações políticas e econômicas compreendidas pelas transformações no espaço geográfico mundial. Assim, espera-se que o aluno confronte os interesses econômicos das empresas transnacionais, de atuação mundial, com os relativos aos Estados nacionais.
4. O aluno deve indicar a cidade de Detriot, conhecida como a "capital nacional do automóvel" por abrigar a sede de empresas Ford, General Motors e Chrysler. Sua centralidade na rede de comunicações a torna mais atraente para a localização de um centro de gestão, que necessita dessa infraestrutura para o gerenciamento de suas unidades de produção.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Japão: O Império do Sol Nascente
Em 1853, os Estados Unidos enviaram ao Japão três navios de guerra para forçar o governo japonês a estabelecer contato com outros países. O acordo comercial proposto foi conseguido em 1854, quando houve a retomada das relações comerciais do Japão com a comunidade intrernacional, dando início ao processo de industrialização japonesa.
Em 1868, teve início no país a chamada era Meijii, cujo governo foi responsável por grandes realizações e pelo desencadeamento do processo de modernização da economia japonesa.
As principais mudanças promovidas pelo novo imperador foram:
- submissão das províncias ao poder central em substituição ao antigo sistema de feudos;
- obrigatoriedade do ensino primário a todos (antes, somente os nobres aprendiam a ler e a escrever);
- aprovação de uma Constituição;
- estabelecimento dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário;
- designação do imperador como chefe supremo do país;
- instituição da imprensa e dos serviços postais;
- formação dos ZAIBATSUS, conjunto de empresas interligadas do setor produtivo ou financeiro que passaram a controlar a economia do país. Os ZAIBATSUS são considerados a base da industrialização japonesa;
- transferência da capital de Kyoto para Tókio.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
O ESTADO NA ECONOMIA GLOBALIZADA
No sistema capitalista, o Estado sempre desempenhou funções fundamentais à manutenção desse sistema: manter a lei e a ordem, preservar a propriedade privada, resolver conflitos entre grupos sociais e econômicos, defender as fronteiras do país, estabelecer e controlar as regras comerciais e econômicas, estabelecer relações políticas e comerciais com outros Estados. Com algumas variações de país para país, o Estado foi agregando uma série de outras funções, como vemos a seguir:
- Instalação de empresas estatais, ligadas principalmente ao setor de infra-estrutura, como o siderúrgico e o petroquímico;
- Construção e manutenção de equipamentos de infra-estrutura (rodovias, ferrovias, viadutos, portos, aeroportos, usinas e redes de distribuição de energia elétrica etc.);
- Participação acionária em empresas dos mais variados setores;
- Investimento em educação, saúde, moradia e pesquisa;
- Criação do sistema de aposentadorias, pensões e seguro-desemprego;
- Controle da circulação da moeda;
- Realização de empréstimos a juros baixos e isenção de impostos para determinados grupos econômicos ou sociais (subsídios);
- Estabelecimento da taxa de juros, que serve de base para as atividades financeiras, inclusive as bancárias.
Na década de 1980. abriu-se uma nova discussão sobre o papel do Estado, por causa das crises econômico-financeiras existentes em vários países subdesenvolvidos e dos elevados déficits públicos de muitos países. Para os teóricos das organizações financeiras internacionais (Banco Mundial e FMI) e o governo dos EUA, a crise e a nova economia globalizada exigiam um Estado que não interferisse no livre comércio, facilitasse a atuação das grandes empresas, cobrasse menos impostos e reduzisse seus gastos, inclusive nos setores sociais (saúde, educação, moradia, previdência). Essas idéias e propostas foram chamadas de NEOLIBERAIS.
O Estado, na concepção neoliberal, deve intervir pouco na economia, procurando eliminar barreiras ao comércio internacional, atrair investimentos estrangeiros,privatizar empresas públicas, manter o equilíbrio fiscal (diferença entre arrecadação de impostos e gastos) e controlar a inflação. Para os neoliberais, não é papel do Estado extrair petróleo ou minérios, administrar refinarias e siderúrgicas nem participar de qualquer outro tipo de atividade econômica. Cabe ao Estado estimular a pesquisa tecnológica para apoiar a iniciativa privada, assegurar a estabilidade econômica e facilitar o livre funcionamento do mercado. A produção de mercadorias é papel das empresas particulares.
