Olha o tempo...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Japão: O Império do Sol Nascente

Do isolamento à modernização

Historicamente, o Japão sempre foi visto como um país isolado dos demais. Isso porque, em meados do século XVII, o clã que governava seu território, temendo o crescimento de influências estrangeiras, proibiu qualquer tipo de contato dos japoneses com o mundo exterior.
Em 1853, os Estados Unidos enviaram ao Japão três navios de guerra para forçar o governo japonês a estabelecer contato com outros países. O acordo comercial proposto foi conseguido em 1854, quando houve a retomada das relações comerciais do Japão com a comunidade intrernacional, dando início ao processo de industrialização japonesa.
Em 1868, teve início no país a chamada era Meijii, cujo governo foi responsável por grandes realizações e pelo desencadeamento do processo de modernização da economia japonesa.
As principais mudanças promovidas pelo novo imperador foram:
  • submissão das províncias ao poder central em substituição ao antigo sistema de feudos;
  • obrigatoriedade do ensino primário a todos (antes, somente os nobres aprendiam a ler e a escrever);
  • aprovação de uma Constituição;
  • estabelecimento dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário;
  • designação do imperador como chefe supremo do país;
  • instituição da imprensa e dos serviços postais;
  • formação dos ZAIBATSUS, conjunto de empresas interligadas do setor produtivo ou financeiro que passaram a controlar a economia do país. Os ZAIBATSUS são considerados a base da industrialização japonesa;
  • transferência da capital de Kyoto para Tókio.


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O ESTADO NA ECONOMIA GLOBALIZADA

No sistema capitalista, o Estado sempre desempenhou funções fundamentais à manutenção desse sistema: manter a lei e a ordem, preservar a propriedade privada, resolver conflitos entre grupos sociais e econômicos, defender as fronteiras do país, estabelecer e controlar as regras comerciais e econômicas, estabelecer relações políticas e comerciais com outros Estados. Com algumas variações de país para país, o Estado foi agregando uma série de outras funções, como vemos a seguir:

  • Instalação de empresas estatais, ligadas principalmente ao setor de infra-estrutura, como o siderúrgico e o petroquímico;
  • Construção e manutenção de equipamentos de infra-estrutura (rodovias, ferrovias, viadutos, portos, aeroportos, usinas e redes de distribuição de energia elétrica etc.);
  • Participação acionária em empresas dos mais variados setores;
  • Investimento em educação, saúde, moradia e pesquisa;
  • Criação do sistema de aposentadorias, pensões e seguro-desemprego;
  • Controle da circulação da moeda;
  • Realização de empréstimos a juros baixos e isenção de impostos para determinados grupos econômicos ou sociais (subsídios);
  • Estabelecimento da taxa de juros, que serve de base para as atividades financeiras, inclusive as bancárias.

Na década de 1980. abriu-se uma nova discussão sobre o papel do Estado, por causa das crises econômico-financeiras existentes em vários países subdesenvolvidos e dos elevados déficits públicos de muitos países. Para os teóricos das organizações financeiras internacionais (Banco Mundial e FMI) e o governo dos EUA, a crise e a nova economia globalizada exigiam um Estado que não interferisse no livre comércio, facilitasse a atuação das grandes empresas, cobrasse menos impostos e reduzisse seus gastos, inclusive nos setores sociais (saúde, educação, moradia, previdência). Essas idéias e propostas foram chamadas de NEOLIBERAIS.

O Estado, na concepção neoliberal, deve intervir pouco na economia, procurando eliminar barreiras ao comércio internacional, atrair investimentos estrangeiros,privatizar empresas públicas, manter o equilíbrio fiscal (diferença entre arrecadação de impostos e gastos) e controlar a inflação. Para os neoliberais, não é papel do Estado extrair petróleo ou minérios, administrar refinarias e siderúrgicas nem participar de qualquer outro tipo de atividade econômica. Cabe ao Estado estimular a pesquisa tecnológica para apoiar a iniciativa privada, assegurar a estabilidade econômica e facilitar o livre funcionamento do mercado. A produção de mercadorias é papel das empresas particulares.

CHINA: “A ECONOMIA SOCIALISTA DE MERCADO”

A China é hoje um país com dois sistemas econômicos amalgamados por um único sistema político, a ditadura de partido único, que ainda persiste. Os próprios dirigentes chineses definem seu país como uma economia “socialista de mercado”. Que “bicho” é esse? A China é a economia que, ao longo dos anos 90, mais tem crescido no mundo, enquanto a União Soviética, seu modelo inicial, desapareceu. O país já é uma das maiores economias do planeta e cada vez mais o mercado mundial é invadido por produtos made in China. Para entendermos esses fatos, vamos fazer um retrospecto da história do dragão do século XXI.

Apesar da proclamação da República, o país continuou mergulhado no caos político, econômico e social. O poder permanecia fragmentado. Muitas regiões estavam sob o controle de lideranças locais. Pequim controlava apenas uma pequena parte do país e mantinham-se os laços de dependência com as potências estrangeiras.

Foi por essa época que surgiu uma incipiente industrialização, coma a chegada de capitais estrangeiros interessados em aproveitar-se da mão-de-obra muito barata e da abundância de matérias-primas. Começaram a ser instaladas algumas fábricas nas principais cidades do país, com destaque para Xangai. Uma industrialização dependente prosperava muito lentamente na China, que continuava um país de camponeses dominado por estrangeiros. Com a invasão japonesa e a guerra civil, esse incipiente processo de industrialização foi abortado. Já na Primeira Guerra Mundial os japoneses juntaram-se às potências ocidentais e ocuparam a região de Shantung, no nordeste do território chinês.

Entre a intelectualidade chinesa, desiludida com a ideologia liberal e diante da impossibilidade de desenvolvimento dentro de um modelo capitalista dependente, ganharam força as idéias revolucionárias. Além de receber influência da Revolução Russa, essas idéias juntavam-se agora aos sentimentos nacionalista e anticolonial que fez surgir, em 1921, o Partido Comunista Chinês (PCC), tendo como um dos fundadores Mão Tse-Tung, seu futuro líder.

Em 1925, o Kuomintang (Partido Nacional Chinês) passa a ser controlado por Chiang Kai-Shek. Depois de uma breve convivência pacífica, em 1927 o governo nacionalista colocou o PCC na ilegalidade, iniciando uma guerra civil entre comunistas e nacionalistas que se estenderia, com breves interrupções para combater os japoneses, até o fim da década de 40. Depois de unificar o país, em 1928, Chiang Kai-Shek passou a liderar o Governo Nacional da China com mão de ferro.

Em 1937, os japoneses declararam guerra total contra a China, atacando-a maciçamente. Chegaram a ocupar, próximo do fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, pewrto de dois terços do território chinês. Todas as cidades mais importantes do país estavam sob seu controle. Somente nesse curto período de tempo houve um apaziguamento entre comunistas e nacionalistas, empenhados em derrotar os invasores japoneses. Assim, bastou o Japão assinar a sua rendição na Segunda Guerra Mundial para que a guerra civil na China se agravasse seriamente, caminhando para um desfecho definitivo. Depois de 22 anos de guerra civil, com breves interrupções, os comunistas do Exército de Libertação Popular, liderados por Mão Tse-tung, finalmente saíram vitoriosos. Em outubro de 1949, foi proclamada a República Popular da China. O país foi unificado sob o controle dos comunistas, comandados por Mão, então secretário-geral do PCC. Surgia então a China Comunista. Os nacionalistas, comandados por Chiang Kai-Shek, ao se refugiarem na ilha de Formosa, fundaram a República da China Nacionalista, também conhecida como Taiwan.

A CHINA COMUNISTA

A Revolução Chinesa de 1949 foi um grande divisor de águas na história do país, e isso já ficara evidente quando Mão Tse-tung, em discurso feito durante a proclamação da República, afirmou para uma multidão em Pequim: “O povo chinês se levantou (...); ninguém nos insultará novamente”.

Pelo menos no início, até mesmo por falta de opção, a China revolucionária seguiu o modelo político-econômico vigente na extinta União Soviética. Politicamente, com base na ideologia marxista-lininista, implantou-se um regime político centralizado sob o controle do Partido Comunista Chinês, cujo líder máximo era o secretário-geral, Mão Tse-tung. Economicamente, como resultado da coletivização das terras, implantaram-se gradativamente as comunas populares, que seguiam em linhas gerais, o modelo dos KOLKHOZES (Cooperativa agrícola da extinta União Soviética em que o Estado confiou parte das suas terras aos seus membros, com usufruto perpétuo e gratuito, o que os tornava co-proprietários) soviéticoa. O Estado passou a controlar também todas as fábricas e recursos naturais. No entanto, é interessante lembrar que a Revolução Chinesa, diferentemente da Revolução Russa, foi essencialmente camponesa.

O PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO

A China ao seguir o modelo soviético, passa a priorizar investimentos nas indústrias de base, na indústria bélica e em obras de infra-estrutura que sustentassem o processo de industrialização, e o campo?? Apesar de dispor de numoerosa mão-de-obra, de abundantes recursos minerais e fósseis, a industrialização chinesa mostrou-se um grande fracasso, desarticulando totalmente a economia industrial e agrícola do país.

A industrialização chinesa acabou padecendo dos mesmos males do modelo soviético: baixa produtividade, produção insuficiente, baixa qualidade, concentração de capitais no setor armamentista, burocratização, etc.

Além disso, a Revolução Cultural maoísta (1966-1976) acabou por agravar a crise econômica, gerando um verdadeiro caos político. Consistia em um esforço de transformação ideológica contra quem estava questionando seus métodos, além de isolamento econômico em relação ao exterior.

As divergências e as desconfianças entre os líderes dos dois principais países socialistas aumentavam cada vez mais. A China desenvolve bombas nucleares, e a União Soviética não admitia perder a hegemonia nuclear no bloco socialista. Elas rompem seus acordos, e a URSS retira todos os seus assessores e técnicos da China, além de não mais apoiar a China. Esse período foi interessante, pois aproximou a China dos EUA, e Richard Nixon, em 1972, convida a China para participar na ONU, em substituição à Taiwan, tornando-se membro permanente do Conselho de Segurança da entidade.

Em 1979, Mão,falece.Foi substituído por Deng Xiaoping. Com a crítica à Revolução Cultural, os novos donos do poder iniciaram um processo de DESMAOIZAÇÂO na China. Uma nova revolução estava por acontecer!!

A “ECONOMIA SOCIALISTA DE MERCADO”

O gigante chinês, depois de viver décadas em estado de letargia, à margem do explosivo crescimento econômico de seus vizinhos – os Tigres Asiáticos_, resolveu finalmente acordar. Sob o comando de Deng Xiaoping, iniciou-se, a aprtir de 1978, um proceso de regprma econômica no campo e na cidade, paralelamente à abertura da economia chinesa ao exterior. A China buscava segundo Deng: “ integrar a verdade universal do marxismo com a realidade concreta de nosso país(...) e construir um socialismo com peculiaridades chinesas”? Trata-se, na verdade, de uma tentativa de conciliar o processo de abertura econômica ( o estímulo à iniciativa privada, ao capital estrangeiro, à modernização do país) com a manutenção, no plano político, de uma ditadura de partido único.

Para um país com uma população com mais de um bilhão de habitantes, e aproximadamente 70% camponesa, é natural que as reformas se iniciassem pela agricultura. Foram extintas as comunas popularese, embora a terra continuasse peretencendo ao Estado, cada família poderia cultivá-la como desejasse. Depois de entregar uma parte ao Estado, poderia vender no mercado o restante.

A reforma na agricultura provocou a disseminação da iniciativa privada e do trabalho assalariado no campo, levando a um aumento da renda dos agricultores, inclusive com o surgimento de uma camada de camponeses ricos. Houve também uma expansão do mercado interno, como conseqüente estímulo à economia como um todo.

A partir de 1982, iniciou-se efetivamente o processo de abertura no setor industrial. As indústrias estatais tiveram que se enquadrar à realidade e foram incentivadas a adequar-se aos novos tempos, melhorando a qualidade de seus produtos, abaixando seus preços e ficando atentas à demanda do mercado. Além disso, o governo permitiu o surgimento de pequenas empresas e autorizou a constituição de empresas mistas (joint ventures), atraindo o capital estrangeiro.

A grande virada, porém, veio mesmo com a abertura das ZONAS ECONÔMICAS ESPECIAIS em várias provinciais litorâneas. O objetivo fundamental dessas zonas econômicas, espécie e enclaves capitalistas dentro da China, era atrair empresas estrangeiras, que trariam, além de capitais, tecnologia e experiência de gestão empresarial, que faltavam aos chineses.

Como resultado disso tudo, a economia da China cresce a uma taxa média de 9% ao ano. Com certeza, uma das taxas mais altas do mundo.

No plano da economia, a China está seguindo, em linhas gerais, os passos dos Tigres. Aliás, é interessante lembrar que, com exceção da Coréia do Sul, as populações de Taiwan, Hong Kong e Cingapura são compostas basicamente por chineses, o que favorece o fluxo de capitais, informações, pessoas e de uma “cultura capitalista”. Aí está, portanto, a face “tigre” da China, nas zonas econômicas especiais.

O “MILAGRE CHINÊS”

Além da liberalização econômica, o fator fundamental que está atraindo vultosos capitais para a China, notadamente para as ZEEs, é o baixíssimo custo de uma mão-de-obra muito disciplinada e trabalhadora. Aliás, esse é o grande fator de competitividade da indústria chinesa no momento. Nesse sentido, ela está no mesmo patamar dos Tigres há mais ou menos vinte anos. O salário mínimo na China é de 25 dólares por uma jornada de trabalho de 12 horas diárias.

Uma outra face desse “milagre” é o aprofundamento das desigualdades sociais e regionais, que tem provocado o aumento das migrações internas, apesar das restrições do governo central.

Assim, com base em uma profunda abertura econômica e nos baixos salários, o MADE IN CHINA invadiu o mundo. No entanto, cada vez mais levantam-se restrições ao país, que constantemente é acusado (até pelo Brasil) da prática de “DUMPING SOCIAL”, ou seja, vende produtos muito baratos, já que superexplora a mão-de-obra, fazendo uma concorrência desleal.

Como conseqüência desse verdadeiro BOOM industrial, a China tem, atualmente, um parque industrial bastante diversificado. No entanto, tem apresentado um crescimento bastante desigual não só territorial, mas também setorialmente.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O trabalho e a terra no espaço rural brasileiro

Atividade da página 64.
Questões de compreensão

1. Pessoal

2. O texto se refere ao problema do êxodo rural, que vem ocorrendo devido às seguintes causasa: a perda da propriedade rural pelos pequenos agricultores, a mecanização das lavouras e a criação do Estatuto do Trabalhador Rural, em 1963, que aumentou os custos dos fazendeiros e levou à dispensa de muitos trabalhadores rurais.

3. Existem diferentes formas de trabalho no campo. As principais são aquelas compostas por mão-de-obra familiar, por posseiros, parceiros, arrendatários ou trabalhadores assalariados temporários.

4. Pelo fato de que o sucesso de uma reforma agrária depende das medidas de apoio e assistência aos trabalhadores rurais, sobretudo aos pequenos proprietários, para que eles não percam novamente as suas terras.

5. Plantio em curvas de nível, a construção de terraços, a preservação e a recuperação da vegetação das margens dos rios e lagos, a preservação da vegetação natural em morros, montanhas e serras.

Análise de ilustração

1. Você precisa falar da questão sobre concentração fundiária.

2. A realização de uma reforma agrária melhoraria as condições de vida de milhares de trabalhadores sem-terra e fazendeiros, aumentaria a produção de alimentos e diminuiria a pressão demográfica sobre as cidades, devido à contenção do êxodo rural.

O espaço geográfico norte-americano

Atividades da página 89
Questões de compreensão

1. O índice relativamente baixo da PEA empregada na indústria norte-americana deve-se principalmente ao avançado estágio tecnológico do setor industrial do país,amplamente dominado pela automação e robotização das linhas de produção, o que diminui a necessidade de mão-de-obra.

2. Embora os Estados Unidos sejam um dos maiores produtores de recursos energéticos e minerais do mundo, a produção desses recursos não é suficiente para suprir o elevado consumo de seu imenso parque industrial; por isso, esse país recorre às importações.

3. Nas últimas décadas, o Nordeste dos Estados Unidos tem enfrentado uma forte crise, gerada por fatores como a produção de aço a custos mais baixos em países subdesenvolvidos industrializados e também a forte concorrência de produtos japoneses, europeus e dos Tigres Asiáticos. O envelhecimento das próprias indústrias e o encarecimento da mão-de-obra também contribuíram para a diminuição da produção industrial no Nordeste dos Estados Unidos. Por outro lado, as regiões Sul e Oeste do país passaram a atrair muitos investimentos, sobretudo aqueles ligados ao desenvolvimento das indústrias de alta tecnologia, como as de informática, telecomunicações, eletrônica, aeroespacial e de química fina. O Sul também se destacou pela expansão da exploração petrolífera, e o Oeste, pela implantação de indústrias armamentistas e de aviação militar.

4. Os grandes avanços tecnológicos que marcaram o desenvolvimento da atividade industrial norte-americana repercutiram diretamente na organização do espaço agrário do país, pois levaram o campo a um intenso processo de modernização, mediante o emprego de máquinas e implementos agrícolas, como tratores, arados, colheitadeiras, fertilizantes e vacinas.

5. A distribuição agropecuária nos Estados Unidos caracteriza-se pela existência de regiões, ou belts (cinturões), especializadas na produção de certos gêneros. O ranching belt, localizado no Centro-Oeste dos Estados Unidos, destaca-se pelo desenvolvimento da pecuária e pela presença de algumas áreas irrigadas. O Wheat belt, que se estende pela porção centro-norte do país, possui grandes monoculturas de trigo. NO cotton belt, área do sudeste dos Estados Unidos, cultuva-se principalmente o algodão. O dairy belt, situado no extremo nordeste do país, destaca-se pela pecuária leiteira e pela policultura, principalmente de hortaliças, frutas e legumes. O corn belt localiza-se na porção centro-leste dos Estados Unidos e destaca-se pela produção de milho associada à criação de suínos.
Outras áreas do país não formam propriamente um cinturão, mas possuem características agropecuárias próprias, como é o caso da porção que se estende do centro ao leste do país, a qual se destaca a policultura, e também do extremo sudeste, onde predominam culturas de clima mais quente, como arroz, cana-de-aç~ucar e frutas cítricas.
Comparando-se os mapas da indústria e da agropecuária nos Estados Unidos, a área do Mnufacturing belt onde se concentram as indústrias e os grandes centros urbanos do país) praticamente coincide com a área do dairy belt (onde a produção agrpopecuária é destinada ao abastecimento das cidades).

6. As semelhanças do processo de modernização do campo norte-americano em relação ao brasileiro reside principalmente na dispensa da mão-de-obra rural, que foi substituída pelas máquinas na medida em que houve a mecanização das propriedades, ocorrendo uma intensa migração de trabalhadores do campo para as cidades. A princial diferença entre esses processos é o fato de que nos Estados Unidos as cidades absorveram de forma razoável o afluxo de trabalhadores do campo, enquanto no Brasil o êxodo rural provocou o crescimento desordenado das cidades.

Estados Unidos: superpotência mundial

Atividades da página 77
Questões de compreensão
1. A variedade climática da América desenvolvida é um dos fatores que proporcionam a existência de formações vegetais bastante diversificadas, como a Tundra e a floresta Temperada nas regiões de clima mais frio, a Savana, a Estepe e a Pradaria nas áreas de clima mais quente, e as formações desérticas nas porções de clima muito seco.

2. A ocupação do território da América desenvolvida foi realizada por meio de colônias de exploraçãoe, sobretudo, por colônias de povoamento. A implantação de colônias de povoamento nos lugares onde os colonizadores tinham o objetivo de se fixar definitivamente foi um dos principais fatores que, mais tarde, colaboraram para que tanto os Estados Unidos quanto o Canadá alcançassem um grande desenvolvimento sócioeconômico.

3. A América desenvolvida foi ocupada por colônias de exploração e por colônias de povoamento. As primeiras se caracterizaram pela intensa exploração da terra e pela pilhagem de recursos naturais, servindo exclusivamente aos interesses das metrópoles. As colônias de povoamento, por sua vez, foi onde os imigrantes colonizadores se fixaram e desenvolveram seus próprios meios de sobrevivência, como a agricultura, o artesanato, a pecuária, etc.

4. A existência de imensas jazidas de carvão e de ferro no Nordeste dos Estados Unidos alavancou o desenvolvimento da atividade industrial na região, sobretudo após a construção das primeiras siderúrgicas e metalúrgicas.

5. A Segunda Guerra Mundial serviu para consolidar ainda mais a emergência dos Estados Unidos como potência econômica mundial. Isso foi propiciado por dois fatores principais: a escassez de produtos nos ´países europeus arrasados pela guerra, o que levou esses países a recorrer às importações norte-americanas, acelerando o crescimento econômico desse país; e a ajuda financeira que os Estados Unidos destinaram à reconstrução dos países europeus, o que contribuiu para que esses países se tornassem mais dependentes da economia norte-americana.

6. Ao fim da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos afirmaram sua hegemonia econômica no mundo, e o dólar norte-americano estava tão valorizado que se tornou a moeda de referência no mercado internacional. Assim, o valor das mercadorias comercializadas entre os países passou a ser definido cooforme a cotação dessa moeda no mercado mundial.

7. Os Estados Unidos interferem no comércio internacional bloqueando a entrada de determinados produtos em seu mercado interno, aplicando sanções econômicas, embargos e bloqueios comerciais aos países que contrariam seus interesses,. etc. Um exemplo disso é o bloqueio comercial a Cuba.

8. Pessoal.

9. Os Estados Unidos fazem intervenções militares e guerras, como as do Golfo (1991), Afeganistão (2001) e Iraque (2003), constroem bases de suas forças armadas em diversos países, etc.

Análise de texto

1. O texto mostra como a cultura norte-americana está difundida no Brasil, principalmente por meio de expressões que estão cada vez mais presentes na linguagem do nosso dia-a-dia, caracterizando a chamada "invasão" cultural norte-americana.

2.Essa invasão é propiciada pelo rádio, pela TV, entre outros. Ela está expressa em músicas, filmes, fachadas de estabelecimentos comerciais, propagandas publicitárias, programas de televisão, entre outros...

3. O texto apresenta a posição daqueles que consideram natural a influência de uma cultura sobre a outra, já que vivemos num mundo globalizado. Para outras pessoas, porém, o uso exagerado de expressões estrangeiras faz a língua portuguesa sofrer de "falta de personalidade".

4. Pessoal - músicas norte-americanas de grande sucesso, filmes, hábitos como fast food, delivery etc...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

GABARITO DOS EXERCÍCIOS DA PÁGINA 122

capítulo 11 - AS RAÍZES DO SUBDESENVOLVIMENTO AFRICANO

OBS: SOMENTE RESPOSTAS.

1. A grande diversidade de ambientes naturais na África deve-se, em grande parte, à sua posição geográfica. A África possui terras localizadas nas zonas temperadas do sul e do norte; no entanto, é o único continente do planeta que tem a maior parte de seu território localizada na zona tropical.

2. Entre as diferenças, podemos citar a população predominantemente de religião islâmica e de língua árabe, na àfrica Islâmica, enquanto na África Subsaariana predominam religiões animistas e a população de origem étnica negra. As características que tornam essas regiões semelhantes, assim como os níveis de subdesenvolvimento extremamante acentuados na maioria de seus países.