Olha o tempo...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Exercícios de Cartografia

  1. Na(s) questão(ões) a seguir, escreva no espaço apropriado a soma dos itens corretos.

Quanto a representação cartográfica, é correto afirmar que:(01) A projeção cilíndrica de Mercator mostra um grande aumento nas altas latitudes e no Equador apresenta a verdadeira grandezas nas áreas mapeadas.

(02) A escala numérica é representada por uma fração, no qual o numerador representa a distância no mapa e o denominador a distância correspondente no terreno.

(04) Escala gráfica representa no mapa, por intermédio de uma linha reta graduada, as distâncias correspondentes no terreno.

(08) A escala 1/100.000 indica que 1cm no mapa equivale 100km no terreno.

(16) A representação do relevo pelo processo hipsométrico utiliza as cores laranja escuro e marrom para simbolizar as altitudes mais baixas.
soma = ( )

2.Sobre questões cartográficas é correto afirmar que:a) o sistema de coordenadas geográficas se estabelece através da rede de paralelos e meridianos que constituem, respectivamente, longitudes e latitudes

b) os mapas unitemáticos tendem a reproduzir todas as características do espaço geográfico cartografado

c) os mapas pedológicos, geológicos e de isoietas tratam, respectivamente, de solos, relevos e condições térmicas

d) o maior ou menor detalhamento sobre a superfície a ser cartografada depende da escala a ser adotada no mapeamento

3 Para cada tipo de representação existe uma escala numérica apropriada. Assim, os mapas podem ser divididos em três categorias básicas: escala grande, média e pequena.Associe as escalas numéricas mais apropriadas para as finalidades dos mapas.
1 - Mapas topográficos

2 - Plantas urbanas

3 - Planisférios

4 - Plantas arquitetônicas


( ) 1:50 a 1:100

( ) 1:25.000 a 1: 250.000

( ) 1: 500 a 1: 20.000


A sequência numérica correta, das preenchidas com os números referentes às mesmas é:

a) 4 - 3 - 1

b) 4 - 1 - 2

c) 2 - 3 - 4

d) 4 - 2 - 1

e) 3 - 1 - 4

4. Considerando a idéia de que os mapas são concebidos como instrumentos utilizados para representar o planeta Terra, é correto afirmar que

a) os mapas do século XII, feitos pelos europeus, já representavam a Cordilheira dos Andes.

b) o primeiro mapa a considerar a Terra redonda foi feito por Ptolomeu.

c) o mapa múndi feito por Mercator privilegia a representação do continente europeu por exagerar sua extensão territorial.

d) a última porção do território africano a ser representada pelos cartógrafos europeus foi a da África Setentrional.

e) os mapas temáticos trabalham com diversos temas ao mesmo tempo.

5. Na(s) questão(ões) a seguir assinale os itens corretos e os itens errados.

Em relação às escalas cartográficas podemos afirmar:
(0) Escala é a razão entre as dimensões gráficas (mapa) e as dimensões naturais (objeto real).

(1) A escala numérica de 1:200.000 é maior que a de 1:20.000.

(2) Na escala 1:20.000, 1cm no mapa corresponde a 200km na dimensão real.

(3) A escala 1:1 é denominada escala natural, porque a dimensão no desenho é a mesma da realidade.

(4) Na escala cromática ou crômica, as altitudes são representadas pelas várias tonalidades de cores.

Exercícios de Agentes externos


  1. Na(s) questão(ões) a seguir, escreva no espaço apropriado a soma dos itens corretos.
    Com relação aos agentes externos que atuam sobre o relevo da superfície terrestre, é correto afirmar que:
    (01) O intemperismo físico corresponde ao processo pelo qual as rochas sofrem alterações de tamanho e forma, sem alterarem sua estrutura química.
    (02) O intemperismo físico é mais intenso nas regiões de clima quente e úmido que nas regiões de clima quente e seco.
    (04) O intemperismo químico é bem menor nas regiões de clima quente e úmido que nas de clima quente e seco.
    (08) As principais áreas de ocorrência de processos de deflação são os desertos e as praias, onde os grãos de areia são pouco consolidados.
    (16) A tendência geral dos rios é escavar o seu leito até que todo o seu curso atinja uma altitude muito próxima à de sua foz ou de seu nível de base.

    Soma = ( )

  2. Na(s) questão(ões) a seguir julgue os itens e escreva nos parênteses (V) se for verdadeiro ou (F) se for falso.
    O solo, juntamente com outros elementos da natureza, é a base de toda vida no nosso planeta. Sobre as causas da sua destruição, julgue os itens a seguir.
    ( ) A principal causa da erosão do solo é a perda ou retirada da cobertura vegetal. O solo desnudado ou descoberto é um alvo fácil para a água da chuva e o vento exercerem sua ação erosiva e destruidora.
    ( ) A prática da queimada destrói apenas os microrganismos e não prejudicam os solos.
    ( ) A compactação dos solos causada pelo uso de equipamentos pesados na agricultura é um dos fatores de destruição do solo.

  3. Todas as alternativas apresentam conseqüências ambientais do desmatamento de regiões florestadas, EXCETO
    a) Diminuição na reflexão da energia solar nas áreas desmatadas.
    b) Intensificação da erosão pluvial nas encostas.
    c) Maior freqüência e volume das cheias nas planícies aluviais.
    d) Significativa alteração do ciclo hidrológico.
    e) Assoreamento dos canais fluviais.

  4. Na(s) questão(ões) a seguir escreva nos parênteses a letra (V) se a afirmativa for verdadeira ou (F) se for falsa.
    Observando as proposições a seguir, podemos afirmar:
    ( ) O fator tempo possui importância considerável na formação do solo. Em determinadas condições, as reações químicas que originam o solo podem ser favorecidas, como no caso das temperaturas mais baixas.
    ( ) No sertão do Nordeste brasileiro os solos, geralmente, são muito espessos e a ocorrência de chuvas torrenciais torna-os pouco sujeitos à erosão.
    ( ) Na Zona da Mata nordestina ocorrem solos escuros denominados "massapê", de grande plasticidade em virtude do alto teor de argila.
    ( ) O solo é um complexo vivo elaborado na superfície de contato da crosta terrestre, com seus invólucros - atmosfera, hidrosfera - e formado de organismos vegetais e animais que lhes dão a matéria orgânica.
    ( ) Quando a água das chuvas tende a concentrar-se, formam-se pequenos sulcos e ravinas que, evoluindo, podem fazer desaparecer a camada de importância agrícola do solo.

  5. Sobre os agentes modificadores do relevo é incorreto afirmar
    a) Os agentes modificadores ou exógenos atuam incessantemente sobre o relevo terrestre, e conseguem modificar sensivelmente a paisagem geomorfológica através dos processos de erosão e de sedimentação.
    b) A decomposição química de certas rochas, provida pela ação lenta da umidade do ar, constitui o processo estático de erosão de maior eficiência.
    c) A erosão mecânica ou dinâmica manifesta-se pela desagregação das rochas produzidas pelas mudanças bruscas de temperatura, pelos ventos, chuvas, águas correntes e ondas do mar.
    d) A desagregação mecânica das rochas sob o efeito de mudanças térmicas da atmosfera manifesta-se com maior freqüência nas regiões de climas úmidos, onde as oscilações termométricas diurnas mostram-se acentuadas.
    e) No processo de sedimentação, todo o material residuário fornecido pelos altos relevos é transportado e deposita-se no fundo dos mares ou, em distâncias menores, no sopé das cristas montanhosas, nos fundos dos vales, nas margens dos rios etc.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Agentes externos ou esculpidores do relevo

Entendem-se como agentes externos os elementos atmosféricos que, atuando em conjunto, modificam o relevo terrestre. A modificação é lenta, constante e tende a aplainar a superfície.

A intensidade com que atuam as forças exógenas depende do clima, do tipo de rocha, da cobertura vegetal, do graus de inclinação do terreno e, sobretudo, do tempo que o relevo vem sendo modificado.

Intemperismo ou meteorização

As rochas, ao serem expostas à atmosfera, sofrem um ataque prévio da erosão, provocadas pelo clima, que modifica o seu aspecto físico e/ou suacomposição mineralógica. Esse processo de degradação da rocha é de três tipos: físico, químico e biológico.

  • Intemperismo físico ou desintegração mecânica da rocha: corresponde ao processo em que as rochas sofrem alterações de tamanho e de forma sem, contudo, alterarem sua estrutura química. Esse processo é típico das áreas desérticas e semi-áridas e ocorre devido às oscilações de temperatura entre o dia e a noite ou durante as estações do ano, fato que provoca uma dilatação das rochas. A dilatação e a contração da rocha não ocorrem por igual, pois os minerais que as formam possuem diferentes coeficientes de dilatação e contração, fato que provoca uma expansão e redução desigual. A desintegração física atinge quase sempre a parte superficial das rochas, pois elas apresentam uma baixa condutividade térmica. O intemperismo físico gera um solo raso e pedregoso, denominado litossolo. A desintegração mecânica sempre abre caminho para a decomposição química das rochas.

  • Intemperismo químico ou decomposição da rocha: ocorre pel atuação da água, que provoca mudanças na composição das rochas, que provoca mudanças na composição das rochas, em função de reações químicas. A intensidade da reação química depende da temperatura da área: quanto maior a temperatura, maior será a velocidade da reação química, em função do aumento da energia cinética das substâncias. Nas áreas equatoriais e tropicais que são quentes e úmidas, a decomposição é mais intensa qu nas regiões de clima frio e seco, como polar e a subpolar. O intemperismo químico gera um solo profundo e poroso, denominado latossolo.

  • Intemperismo biológico: causado pela ação dos animais e vegetais, onde os animais cavam buracos e secretam substâncias ácidas como os cupins, e também a dilatação das raízes e a liberação de substâncias ácidas das raízes de alguns vegetais.

sábado, 17 de maio de 2008

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Para destacar novamente a relação entre sociedade de consumo e degradação do ambiente, utilize o exemplo do Japão por meio do texto abaixo:

Japão: produção e poluição

“Mas apesar do bom padrão de vida, nem tudo era perfeito na terra do PNB crescente (o Japão). As décadas de 70 e 80 não trouxeram o fim do conformismo ou consenso amplo, mas viram o surgimento da revolta social [...] as empresas japonesas podiam estar crescendo, mas cada vez mais cidadãos viam poucos motivos para a comemoração em sua qualidade de vida Pessoas sufocadas com fumaça de escapamento ou adoentadas por causa de resíduos tóxicos misturados à sua comida organizaram protestos para impedir que guindastes destruíssem terras cultiváveis onde se pretendia fazer um aeroporto; eles levaram sua raiva às ruas e, cada vez mais, às cortes de justiça. O milagre econômico deixara uma dúvida.
Em termos ambientais o Japão era vítima da geografia. Sua atividade industrial confinava-se a uma faixa pequena e superpovoada de território na costa do pacífico. [...]
A indústria que alimentava o crescimento japonês era das mais poluentes: a produção de petroquímicos, aço, maquinário e automóveis liberava resíduos perigosos. Na década de 70 os rios que corriam por Tóquio, Osaka, Fukuoka e Nagóia estavam todos poluídos. Surgiram doenças estranhas, causadas por água contaminava que entrava na cadeia alimentar. Em 1972, pessoas que moravam perto da cidade de Minamata morreram por envenenamento por mercúrio após terem comido peixe contaminado por descargas tóxicas de uma fábrica. No mesmo ano, mais de cem cidadãos tiveram sintomas de uma doença dos ossos e músculos, causada pela ingestão de arroz cultivado em terras poluídas por cádmio.”

A Era Nuclear (1950-1990) – Rio de Janeiro, Abril Livros (1993)

Perguntas:
1) O que quer dizer PNB? Explique.
Habitualmente, costuma ilustrar-se o crescimento de uma economia pela evolução do PIB, Produto Interno Bruto. Há quem defenda, porém, que um conceito mais adequado para medir a evolução de uma economia é o PNB, Produto Nacional Bruto, ou Rendimento Nacional. Qual a diferença entre os dois conceitos? O PIB mede a evolução da riqueza criada numa economia, independentemente da nacionalidade dos agentes que a geram (ou seja, contabiliza a riqueza criada pelos residentes); o PNB mede a evolução da riqueza criada pelas pessoas e instituições nacionais, independentemente de serem residentes ou não.

2) Por que no texto ele usa o termo “PNB crescente”?
Como foi respondido anteriormente, existe o Produto Interno Bruto (PIB), é tudo que o país produz dentro dos limites do país, já o Produto Nacional Bruto (PNB) é tudo que o país produz mais toda a produção de empresas nacionais no exterior. No caso do Brasil temos um PIB maior que um PNB, por que temos poucas empresas multinacionais brasileiras, e o envio de lucro das empresas brasileiras do exterior para o Brasil é baixo, já no caso do japão o PNB é maior que o PIB, pois são muitas multinacionais japonesas operando no país dos outros e mandando os lucros para o japão. CONCLUSÃO: INVESTIR EM EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA, por isso o PNB deles é crescente, além de fazer uma menção ao fato de serem conhececidos por serem o "Império do Sol nascente", pois estão mais à leste do que qualquer outro lugar na Terra.

3) Por que as décadas de 70 e 80 foram fundamentais para uma reação da sociedade japonesas? Explique.
Com uma economia crescente, o Japão com uma rápida expansão do PNB em meados da década de 60, passa a ser a segunda economia de mercado em termos de escala econômica nacional. Esse crescimento rápido fez surgir vários problemas e desequilíbrios: uma relativa demora na modernização de campos como a agricultura e as empresas menores; uma tendência constante de subida dos preços dos bens de consumo; uma escassez de moradias e de infra-estrutura como as estradas e outras instalações para uso diário; a poluição do meio ambiente e a destruição da natureza; e o despovoamento das regiões rurais e a super-população nas cidades. Sendo assim, nas décadas seguintes a sociedade japonesa junto a seus governantes traçaram novas metas de crescimento com um olhar mais sustentável.

4) Como a geografia atuou para em termos ambientais tornar o Japão uma região problemática?
Geograficamente, o Japão não passa de um aglomerado de ilhas vulcânicas, tendo de um lado a gigantesca Rússia e do outro o Pacífico. Sua posição geográfica não foi favorável a um bom desenvolvimento de atividades industriais, inclusive as que demandavam mais espaço, como as indústrias de base ou pesada, além disso a circulação de poluentes era deficiente e o aglomerado urbano também era outro fator desfavorável.

5) Como e por que as atividades industriais na década de 70 foram responsáveis pelos impactos ambientais no Japão?
As atividades desenvolvidas nesse período eram altamente poluentes, seguindo o modelo FORDISTA de produção, onde indústrias petroquímicas, siderúrgicas, metalúrgicas, automobilísticas davam o tom de crescimento em várias regiões do mundo.

6) Explique como o acidente de Minamata afetou a sociedade japonesa.
Afetou a partir do momento em que as pessoas começaram a perceber que somente o crescimento econômico desenfreado, sem planejamento levaria toda a sociedade ao caos. Níveis de poluição alarmantes e várias doenças passando de geração a geração. Nesse momento a população mobilizada exige mudanças, pois a repercussão mundial de alguma forma também feria a imagem desse país tão desenvolvido.
7) Estamos em uma época nuclear onde os países desenvolvidos lançam mão desse tipo de energia. Responda:

A) Como a energia nuclear pode ser maléfica para a sociedade e o ambiente? A energia nuclear é considerada uma energia limpa e segura, mas podemos perceber ao longo da história, vários acidentes (muitos gravíssimos) que ocorreram por questões de manutenção deficiente dos equipamentos, material obsoleto, falhas técnicas, entre tantos outros aspectos, mas o grande problema além dos vazamentos, lançando radioatividade no ar e contaminando pessoas, solos, águas...., é também a destinação do lixo tóxico. Esses são os dois mais graves malefícios para a sociedade e o ambiente.

B) Por que alguns países utilizam esse tipo de energia? É uma energia muito eficiente, além do que nem todos os países são como o Brasil . Rico em rios de planalto (ótimos para geração de energia hidrelétrica) e clima tropical, quente e úmido.

C) Economicamente qual o tipo de energia é melhor? Explique de acordo com a realidade de cada lugar, e principalmente o Japão. Esse tipo de questionamento nos remete à questões de ordem interna de cada país, no que tange sua estrutura física e econômica. No caso dos países desprovidos de rios caudalosos e um clima quente e úmido, as melhores opções seriam as termoelétricas (carvão e petróleo) e as termonucleares (urânio enriquecido). Já os países mais quentes e com muita chuva, inegavelmente optaram por contruir hidrelétricas, pois mesmo sendo um empreendimento mais caro, sua armotização ao longo dos anos ocorrerá, além disso há a geração de uma energia limpa. O grande problema das hidrelétricas é ficar a mercê de eventos pluviométriocos que encham seus reservatórios. No caso do japão, uma ilha vulcânica, a energia proveniente do enriquecimento de urânio é a melhor opção, pois não possuem rios propícios para hidrelétricas, além do mais seu espaço exíguo não permitiria a construção de hidrelétricas que requerem muito espaço.

D) Se a energia nuclear é limpa por que seu uso é tão contestado no mundo todo?
Pelo fato da geração de lixos altamente tóxicos em que a destinação final deles ainda é algo bastante discutido, além dos grandes riscos de vazamentos tóxicos.

AVISO IMPORTANTE

Ao acessar o BLOG não deixe de conferir reportagens, links, dicas entre outros aspectos interessantes que irão te ajudar nas atividades escolares, não somente na época das avaliações.
Essa informações podem ser acessadas do lado esquerdo do BLOG (algumas pessoas não possuem intimidades com novas ferramentas como essa, por isso peço aos demais que sejam pacientes ao lerem essas informações tão óbvias, lembrando que nem todos apresentam facilidades no manuseio da INTERNET!!).
Valeu e boa navegada para você!!!

A criação e a implementação das agências reguladoras

A criação do modelo regulador nos anos FHC pode ser, grosso modo, dividida em três gerações (Santana, 2002; Martins, 2002). Na primeira, estabelecida entre 1996 e 1997, estão as agências reguladoras relacionadas com a privatização e a quebra do monopólio do Estado naqueles setores, englobando a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a Agência Nacional de Petróleo (ANP). O formato institucional, com diretores escolhidos pelo presidente, aprovados pelo Senado e gozando de mandato fixo eram elementos fundamentais para a credibilidade dos investidores em uma estabilidade das regras. A preocupação maior, nesses casos, era econômica: além da obtenção de recursos para pagamento da dívida pública, o argumento essencial relacionava-se à ausência de recursos governamentais para investimentos nesses setores. Nesse sentido, é interessante lembrar que o desenho da Anatel contou com a participação de consultorias internacionais.
A segunda leva está mais relacionada à busca de melhor eficiência e modernização do aparelho de Estado, surgindo no período 1999/2000. Eram setores mais competitivos nos quais buscava-se resguardar o interesse dos cidadãos em relação a determinados setores de mercado já existentes – situação diferente da anterior, quando se estava repassando atividades estatais para a iniciativa privada. Duas agências fazem parte dessa geração: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ambas ligadas ao Ministério da Saúde. Martins (2002) e Costa (2002) indicam que o modelo de agências reguladoras começou a ser utilizado devido às dificuldades para a implementação das agências executivas previstas no plano diretor.
Já a terceira geração (2001/02) apresenta uma grande mistura de finalidades e áreas de atuação. Aqui, apenas a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) e a Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) podem ser consideradas de natureza reguladora, pelo tipo de atividades desenvolvidas. Outros casos, como a Agência Nacional de Águas (ANA) e a Agência Nacional do Cinema (Ancine), mostram a perda do referencial de regulação de mercados. Tais experiências aproximam-se daquilo que Pollitt (2002) classificou como mimetismo, fenômeno marcante nas reformas do Estado da década de 1990. Copiavam-se simplesmente instituições em contextos e problemas muito diferentes. Esse mimetismo pode ser verificado no Brasil, principalmente no que se refere às agências reguladoras estaduais.
Atribuições
Cumpre tarefa de grande relevância, pois sua função é essencialmente técnica e sua estrutura é constituída de tal forma a se evitar ingerências políticas na sua direção.
Suas atribuições principais são:
  • levantamento de dados, análise e realização de estudos sobre o mercado objeto da regulação.
  • elaboração de normas disciplinadoras do setor regulado e execução da política setorial determinada pelo Poder Executivo, de acordo com os condicionamentos legislativos (frutos da construção normativa no seio do Poder Legislativo).
  • fiscalização do cumprimento, pelos agentes do mercado, das normas reguladoras.
    defesa dos direitos do consumidor.
  • incentivo à concorrência, minimizando os efeitos dos monopólios naturais, objetivando à eliminação de barreiras de entrada e o desenvolvimento de mecanismos de suporte à concorrência.
  • gestão de contratos de concessão e termos de autorização e permissão de serviços públicos delegados, principalmente fiscalizando o cumprimento dos deveres inerentes à outorga, à aplicação da política tarifária etc.
  • arbitragem entre os agentes do mercado, sempre que prevista na lei de instituição.
    As agências reguladoras criadas durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso e de Luiz Inácio Lula da Silva.
    Exemplos :
    Na esfera federal brasileira, são exemplos de agências reguladoras a Agência nacional de telecomunicações (ANATEL), Agência nacional de energia elétrica(ANEEL), Agência nacional do cinema (ANCINE), Agência nacional de aviação civil (ANAC), Agência nacional de transportes aquaviários (ANTAQ), Agência nacional de transportes terrestres (ANTT), Agência nacional do petróleo (ANP), Agência nacional de vigilância sanitária (ANVISA), Agência nacional de saúde (ANS), Agência nacional das águas (ANA). O Brasil, além das agências reguladoras federais, existem agências reguladoras estaduais.