Olha o tempo...

sábado, 15 de março de 2008

Domínios naturais

Segue nesse momento o restante da correção do capítulo sobre Domínios Morfoclimáticos. Somente as respostas.

5) As espécies vegetais características do cerrado são aquelas capazes de resistir às queimadas naturais, que funcionam como fator limitante. Por essa razão, as queimadas são um dos fatores aventados para explicação do surgimento da família de ecossistema que compõe o cerrado.

6) a. Os solos ricos mencionados, conhecidos como terra roxa, são resultantes do derrame basáltico ocorrido na Bacia do Paraná durante a Era Mesozóica.

b. Na Amazônia, os detritos acumulados no chão da floresta _ toneladas de folhas, frutos e flores em processo de decomposição _ funcionam como um reservatório de nutrientes orgânicos e minerais. Assim, a floresta nutre-se dela mesma e pode existir apesar da predominância de solos ácidos e de baixa fertilidade.

7) a. A irregularidade das precipitações, a presença de solos pouco profundos, a predominância de espécies vegetais decíduas e de rios intermitentes e sazonais figuram entre as principais características desse domínio.

b. O desmatamento para a formação de campos de cultivo e pastagens, o sobrepastoreio, a mineração e o uso de técnicas inadequadas de irrigação são responsáveis pelos princiapsi impactos ambientais de origem antrópica nesse domínio.

8) Os brejos podem apresentar formações florestais, tal como ocorre no exemplo da foto. Em contraste, os sertões secos apresentam predomínio de arbustos esparsos. Essa diferenciação paisagística associa-se às diferenças de solos, e, principalmente, de disponibilidade de água encontradas no interior do Domínio das Caatingas.

A questão 9 é a letra "E".

quinta-feira, 13 de março de 2008

Custo-Brasil e o protecionismo

O “Risco Brasil” e o “Custo Brasil” são medidas hipotéticas de análise do Brasil, relacionadas, respectivamente, com o investimento financeiro e com o investimento produtivo, em comparação com o resto do mundo. Em outras palavras, medidas comparativas do Brasil em relação a outros países para facilitar a decisão do investidor de trazer recursos para investir em ações ou títulos brasileiros ou na produção dentro do nosso País.
A grosso modo, o “Custo Brasil” é o custo de se produzir no Brasil. Não há uma tentativa de medida tão concreta quanto à do “Risco Brasil”, mas é uma medida mais facilmente compreendida, porque existe de fato internamente e é sentida claramente por todos os empreendedores.
Do mesmo modo que o investidor produtivo nacional faz as contas para decidir se prefere investir em ações ou títulos ou montar/investir em uma empresa, o investidor estrangeiro também fará suas contas para verificar qual país tem mais condições de lhe render um lucro maior na sua produção, levando em consideração diversos fatores. É o chamado investimento direto. E isto inclui tanto os cenários nacionais e os internacionais, ou seja, tudo o que acontece no Brasil e no mundo.
Se a mão-de-obra é barata e os impostos baixos, facilita o empreendimento. Se os insumos são facilmente adquiridos/explorados/transportados, já é uma grande vantagem. Se o mercado é promissor, aí o maior passo está dado. Se o câmbio e a inflação estão controlados e as taxas de juros baixas, o conjunto está completo.

Acesso o link abaixo e veja um trabalho sobre o Custo-Brasil e o protecionismo de João Paulo de Almeida Magalhães.
http://www.seplan.go.gov.br/rev/revista15/capitulo17.pdf

Entenda o que é o risco-país

O risco-país é o índice que mede a desconfiança do investidor na economia brasileira . O nome completo do indicador é Emerging Markets Bond Index Plus (EMBI+). Ele foi criado pelo banco JP Morgan para medir o grau de perigo que cada país representa para o investidor. Mede apenas países emergentes.
A função do risco-país é orientar o investidor. No mundo globalizado, é possível aplicar dinheiro em qualquer país do mundo. Um americano pode investir na África, um brasileiro na Rússia, ou um africano na China. Com tantas opções, como decidir o que fazer? Para isso serve o risco-país: ele mede o quanto o investidor deveria ganhar a mais para compensar o risco de investir em determinado país.
O risco-país foi criado em 1992, pelo banco JP Morgan. Nos anos 90, alguns países emergentes começaram a ser possibilidades de investimento e, para o investidor, era difícil avaliar quais eram as opções menos “perigosas” do mercado global. Nesse cenário, o risco-país foi criado para servir como medida e tornar possível a comparação entre os países.
Quanto menor o risco, maior a capacidade do país para atrair investidores. Se um país tiver o risco alto e quiser atrair investimentos, ele tem que aumentar sua taxa de juros para, mesmo com o elevado grau de incerteza, ainda ser uma opção atraente para o investidor.
Para medir o risco-país, o JP Morgan acompanha uma série de indicadores econômicos e sociais dos países emergentes, tais como déficit fiscal, crescimento da economia, solidez das instituições, entre outros. Para padronizar a informação, foi criada uma pontuação. Os títulos do tesouro dos EUA, considerados os mais seguros do mundo pelo mercado financeiro, foram adotados como referência para “risco zero”: cada 100 pontos no risco representam 1% que os títulos de determinado país deveriam render a mais que o dos EUA para valer a pena. Cada 100 pontos, contabiliza 1% de ganho.
Com o crescimento da economia mundial, existe muito dinheiro circulando no mundo. O volume é tão grande que acaba sobrando recursos para diversas opções de investimento, inclusive para os países emergentes. “As condições externas estão favoráveis, existe muita liquidez internacional”, diz a pesquisadora do Centro de Estudo das Relações Internacionais da Unicamp, Carla Corte. A solidez da economia brasileira também ajuda. “O mercado viu que no segundo mandato do presidente Lula não houve mudanças na lógica de funcionamento, que ele está se comportando ‘bem’ em relação ao Evo Morales e ao Hugo Chavez. É um comportamento estável, é natural que eles reduzam o risco”, diz.
Quando um país apresenta um risco-país baixo, como em cerca de 100 pontos para os emergentes, abre portas para investimentos mais sólidos e para empréstimos mais baratos para o governo. Com risco baixo e economia em ordem, o Brasil pode chegar a ser recomendado como investimento seguro, ou “investment grade”. Alguns analistas esperam que isso aconteça já em 2007. Para a pesquisadora Carla Corte, o país não deve receber a classificação antes de 2008. Ela aponta alguns benefícios que poderiam acontecer se o Brasil fosse um investimento com menos riscos: - Bancos estrangeiros entrariam na briga pelo mercado imobiliário do Brasil, o que resultaria em crédito mais barato. Isso seria um impulso para a construção civil, que movimentaria a economia com a geração de empregos; - o Brasil atrairia não só dinheiro especulativo pelo mercado financeiro – que é fácil de tirar do país em caso de turbulências - mas investimentos mais comprometidos, como na indústria; - empresas que estão se mudando para países como China e Índia na tentativa de cortar custos poderiam optar em vir para o Brasil, trazendo dinheiro, tecnologia e empregos.

domingo, 2 de março de 2008

"Brasil, credor internacional"

Quanto tempo??? Não acreditei quando li a reportagem que falava do nosso Brasil..... CREDOR INTERNACIONAL??? Achei até que não estava lendo direito, mas é verdade. Nosso país acaba de fazer parte de um grupo seleto de países que agora empresta dinheiro!!!! O Banco Central anunciou que nosso país passou à condição de credor externo em termos líquidos, isso significa dizer que a soma das reservas internacionais e de outros ativos externos do país ultrapassou o valor da dívida externa. A notícia repercutiu bastante no Brasil e mesmo no exterior.
O jornal Le Monde, por exemplo, escreveu: "A performance brasileira é histórica: pela primeira vez, depois de dois séculos de endividamento, o Brasil tornou-se credor. (...) Ao tornar-se credor, o Brasil melhora ainda mais a sua imagem de país emergente, sério e respeitado".
Como nossa condição de credor ainda é embrionário, vamos tratar de "segurar a peteca" e não ficarmos deslumbrados!!! Além do que precisamos melhorar internamente, pois somente mostrar valorização para o mundo, e deixar nossa gente sem perspectiva, não dá!!!!!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Kosovo independente poderá sobreviver economicamente?











O mundo questiona se o Kosovo tem condições de sobreviver após sua eventual independência da Sérvia. Como remédio contra miséria, o Banco Mundial aposta nas reservas de carvão da atual província.

A maioria Albanesa residente no Kosovo almeja seu principl objetivo: SEPARAR-SE DA SÉRVIA.
O que não está absolutamente claro é se a ainda província sérvia terá condições econômicas de sobrevivência. Já nos tempos da Guerra Fria, o Kosovo era considerado uma das regiões mais pobres da antiga Iugoslávia.

Pobreza extrema
Ainda hoje a província sérvia pertence a uma das regiões mais pobres da Europa. Em 2005, segundo o Banco Mundial, sua renda per capita girava em torno dos 1.243 euros anuais.
Trinta e sete por cento de sua população vive na pobreza, dispondo de menos de 1,42 euro diário para sua sobrevivência. A pobreza atinge principalmente crianças, idosos, famílias sem presença masculina, deficientes, desempregados, residentes de cidades pequenas e minorias com etnia não-sérvia como os rom. Segundo o projeto Ebis (Educação de Adultos no Sudeste Europeu), mais de 50% dos adultos da região são analfabetos funcionais.
Pode um país sobreviver, economicamente, desta forma? Pouco antes de uma possível declaração de independência, as dúvidas são muitas. "Os separatistas do Kosovo ignoram a realidade econômica", comentou o Wall Street Journal em sua edição de 9 de fevereiro último.

Sem razões para independência
Por este motivo, Ruth Wedgwood, professora de Direito Internacional e Diplomacia na Universidade John Hopkins em Baltimore, Estados Unidos, defende a não independência da província.
"O Kosovo tem carvão, chumbo e mão-de-obra, mas se localiza num canto da Europa onde poucos turistas vão passear", escreve Wedgwood. Politicamente, desde que Milosevic saiu do poder, não existiria mais motivo para independência da província, argumenta a professora.

Esperança no carvão
Franz Kaps, enviado especial do Banco Mundial para o Sudeste Europeu até maio de 2007, não vê a situação de forma tão pessimista. Kaps, que ainda hoje é conselheiro do banco, aposta na conversão do carvão vegetal em energia elétrica.
As reservas do Kosovo são avaliadas em 15 bilhões de toneladas. O Banco Mundial calculou que, até 2012, o Sudeste Europeu precisará de uma capacidade adicional de produção energética de 4,5 gigawatt.
As instalações estão em mau estado, por esta razão, procuram-se, atualmente, investidores. "Se funcionar, o Kosovo pode vir a se tornar um exportador de eletricidade", afirma Kaps.
No entanto, as condições para qualquer desenvolvimento seriam estabilidade política e legal. "O principal fator de estabilidade seria a inclusão do Kosovo e da Sérvia na União Européia", explica o conselheiro do Banco Mundial.
"Os problemas políticos começaram em 1989"
Até que este seja o caso, os habitantes do Kosovo dependerão da mesma ajuda que há anos recebem: o dinheiro que os kosovares emigrados mandam para os parentes que deixaram sua região de origem. Segundo estimativas, a cifra chega a cerca de 450 milhões de euros anuais.
"Esta é a tradicional ajuda ao desenvolvimento para o Kosovo", afirma Karl Kaser, professor de História do Sudeste Europeu na Universidade de Graz. Kaser lembra que já houve tempos melhores para o Kosovo.
Nos anos de 1980, ele visitou diversas vezes a região. Na antiga Iugoslávia havia uma transferência norte-sul de recursos. Assim, dinheiro da Eslovênia era enviado para o Kosovo.
"Antes, tinha-se a impressão que a região estava em crescimento", explica Kaser. Por toda parte, foram construídos hotéis e novas moradias. "Os problemas políticos começaram em 1989", explica.
Da Iugoslávia à União Européia
Kaser descarta um Kosovo dependente da Sérvia. Afinal de contas, a maioria da população quer a independência. Além disso, atualmente, pouca ajuda pode se esperar de Belgrado. "A própria Sérvia está arrasada e não tem condições de investir no Kosovo", explica o professor.
Para Kaser, tudo vai depender de uma eventual admissão do Kosovo na União Européia e de que o governo garanta condições de estabilidade. Condições legais claras são necessárias para a exploração dos recursos carboníferos e para atrair investidores internacionais.
Kaser teme, no entanto, que tais empresas não estariam interessadas em investimentos a longo prazo e acabariam por transferir seus lucros para fora. De qualquer forma, ele se diz otimista ao observar a atual situação da província: "A situação só pode, realmente, ficar melhor", afirma com humor negro.

Dirk Eckert (ca)

Após 49 anos, ditador Fidel Castro renuncia ao poder em Cuba




O ditador Fidel Castro, 81, que anunciou nesta terça-feira a renúncia à Presidência de Cuba e a seu cargo de comandante do Partido Comunista, foi o líder do país durante 49 anos. Sua trajetória é marcada pela liderança na Revolução Cubana em 1959.
A renúncia abre caminho para que seu irmão, Raúl Castro, 76, implemente reformas no país. Ele assumiu interinamente o poder depois que Fidel adoeceu, em 31 de julho de 2006.
Após 49 anos à frente do poder, ditador cubano Fidel Castro renuncia ao cargo por "falta de condições físicas" para continuar
"Meu desejo sempre foi cumprir minhas tarefas até o meu último suspiro", escreveu Fidel em uma carta publicada nesta terça-feira no site na internet do jornal "Granma". "No entanto, seria uma traição à minha consciência assumir uma responsabilidade que exige mobilidade e e dedicação que não estou em condições físicas de cumprir", escreveu o ditador cubano.



Era Fidel
Castro assumiu o poder em Cuba em 1959, e transformou o país em um Estado comunista.
Durante os 49 anos à frente do poder, ele sobreviveu a tentativas de assassinato e a uma invasão da ilha apoiada pela CIA [inteligência americana]. Dez administrações americanas tentaram derrubá-lo. A mais famosa tentativa foi a invasão da Baía dos Porcos, em 1961.
Os partidários de Fidel o admiravam pela habilidade de garantir alto nível nos serviços de educação e saúde para os cidadãos, embora permanecesse independente dos EUA. Já seus opositores o chamavam de ditador cujo governo totalitário negava as liberdades civis.
Em 16 de abril de 1961, Fidel declarou sua revolução socialista. Um dia depois, ele derrotou a tentativa de invasão da Baía dos Porcos, apoiada pela CIA.
Os EUA embargaram a economia de Cuba, e a inteligência americana planejou matá-lo.
A hostilidade chegou ao seu auge em 1962, com a crise em torno dos mísseis cubanos.
Com o colapso da ex-União Soviética, a Cuba entrou em crise econômica, mas se recuperou durante a década de 90, com o boom do turismo.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Além da sala de aula

A pedido de vários estudantes, estou criando o Geo Guia. Nesse espaço poderemos discutir e pensar a Geografia. O conteúdo dado em sala de aula será ampliado e aqui, todos vocês, encontrarão dicas sobre filmes, livros, sites, programas de TV, matérias de jornais que abordem a Geografia não como um assunto "modorrento" de escola, mas com uma forma atual para a compreensão do mundo e da humanidade.Ser estudante não é só se preocupar com os deveres de casa e a nota das provas. É abrir-se para conhecer o mundo, sua diversidade (em todos os sentidos) e aprender a conviver com todas. É ter consciência crítica para com o universo em que vivemos. É ter a sabedoria de que as notas são temporárias, mas o conhecimento perdura. E somente através dele existe a possibilidade de progresso e evolução.Nos dias atuais, não há como nos restringirmos ao material estudado na escola. A informação chega em nossas vidas a todo o momento. Não só a informação formal que é transmitida pelos livros e jornais, mas a informação sócio-cultural, que chega através do papo com os amigos, no recreio, na música que ouvimos no rádio ou baixamos pela internet, pelos programas de TV, na escolha da roupa que vamos usar para ir a uma festa, do que resolvemos pedir em um restaurante, etc.Portanto, entenda sua posição: cada um de nós somos um pólo de informação "ambulante" para nossos amigos, familiares, colegas e vizinhos.Que tipo de informação e consciência você quer ter/passar?Se quiser ser apenas mais um na massa, saiba que em nada você fará diferença no mundo. Se você quer pertencer a alguma "tribo", "galera" ou grupo, junte-se a nós e deixe o Geo Guia te levar!!
Boas Vindas,
Beth