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segunda-feira, 12 de abril de 2010

GABARITO DOS EXERCÍCIOS SOBRE ESCALA

1)

1 - 8000
x - 2600

x = 2600 / 8000
x = 0,325 m
x = 32,5 cm

2) A

3) E

4) C

5) C

6) C

7) B

8) E

9) B

10) B

terça-feira, 6 de abril de 2010

quinta-feira, 25 de março de 2010

Exercícios sobre Projeções Cartográficas

Segue uma lista de exercícios sobre Projeções Cartográficas. O gabarito das questões de Fusos Horários está nas postagens anteriores, e na pasta da Biblioteca ficará uma lista de exercícios sobre ESCALA.
Valeu!!!! Podem baixar a lista, clicando no LINK abaixo.

http://www.4shared.com/file/249373111/a21ea90f/Lista_de_Exerccios_de_Projees_.html

Projeções Cartográficas

Olá pessoal do primeiro ano do Ensino Médio!!
Para complementar nossos estudos sobre Projeções Cartográficas, segue um arquivo mostrando as três básicas: Cilíndricas, Cônicas e Plana ou Azimutal.
Clique no LINK abaixo e salve o arquivo no seu PC, e depois imprima.

http://www.4shared.com/file/249373457/29da0bd5/PROJEES_CARTOGRFICAS.html

segunda-feira, 8 de março de 2010

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Questões de Geografia Urbana

Pessoal do primeiro ano (102), aí vai as três questões sugeridas para sexta feira (dia 06 de Novembro).

1) Qual é a diferença entre MEGACIDADE e CIDADE GLOBAL? Qual é o papel delas no atual capitalismo informacional?

2) Por que razão a dispersão das atividades econômicas reforça a importância das Cidades Globais?

3) Comente a afirmação: "Nem todas as Cidades Globais são Megacidades e nem todas as Megacidades são Cidades Globais."

domingo, 25 de outubro de 2009

CIDADES GLOBAIS

OBS: INFORMAÇÕES SOBRE AS CIDADES GLOBAIS CLIQUE AQUI

As cidades globais são divididas em três níveis (alfa, beta e gama), de acordo com o poder de polarização de cada uma na economia global.
Quanto maiores a oferta de bens e serviços e a densidade e a qualidade de infraestrutura urbana, maiores são o poder ea influência de uma cidade global. Esses fatores determinam o número de pontos que cada cidade pode obter.
A pontuação máxima é 12, atingida por apenas quatro cidades - Nova York, Tókio, Londres e Paris -, que são os pólos da economia global. Chicago, Frankfurt, Hong Kong, Los Angeles, Milão e Cingapura, que vem logo abaixo, atingiram dez pontos. Essas são as dez cidades com melhor rede de serviços e de infraestrutura, as mais conectadas, portanto as que polarizam a economia mundial e ocupam o topo da hierarquia urbana. Por isso foram classificadas como cidades globais alfa.
As dez seguintes na hierarquia (pontuação de 7 a 9) foram chamadas de cidades globais beta, entre as quais aparece São Paulo, com 8 pontos.
As 35 cidades globais cujo fluxos e oferta de serviços são bem menores em comparação com os dois primeiros grupos foram chamadas de cidades globais gama (pontuação de 4 a 6). Existe ainda uma lista de 66 cidades que caminham para se tornar cidades globais (pontuação de 1 a 3). O Rio de Janeiro é uma delas, com 3 pontos.

OBS: CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA!

TECNOLOGIAS E ESPAÇO GEOGRÁFICO

OBS: GABARITO DO CAPÍTULO 6 DO PRIMEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO DO LIVRO GEOGRAFIA DO ENSINO MÉDIO DO AUTOR DEMÉTRIO MAGNOLI (ATUAL EDITORA).

O TEXTO

1. a) O aluno deve relacionar a localização das fábricas têxteis às margens dos rios à utilização de rodas d'água como fonte de energia para os teares hidráulicos.

b) Espera-se que o aluno observe que a máquina a vapor, os teares mecânicos e a siderurgia tinham como ponto em comum o consumo de carvão mineral, o que provocou a instalação das fábricas próximo às bacias carboníferas, pois o transporte ferroviário de carvão tinha custos elevados, que se tornavam proibitivos a distâncias muito longas.

c) O aluno deve indicar que o uso da energia elétrica na movimentação das máquinas e equipamentos libertou a indústria das localizações tradicionais, junto às bacias carboníferas e aos portos.

2. Espera-se que o aluno conclua que o uso do carvão como fonte de energia no transporte marítimo e ferroviário impulsionou a expansão imperial européia na Ásia e na África, com repercussões na unificação do mercado mundial, e possibilitou a implantação de sistemas de agricultura comercial em terras distantes dos portos marítimos e fluviais.

3. a) Espera-se que o aluno contemple, em sua definição de revolução tecnocientífica, o impacto das inovações no campo da informação, da biotecnologia e da produção de energia sobre a organização do espaço geográfico.

b) O aluno deve observar que as redes de comunicação atuais compreendem os avanços da informática, com impactos significativos no funcionamento de diversos setores da economia, como o setor financeiro, a indústria, os sistemas de administração pública e privada, e os serviços de transporte, saúde e educação.

4. O aluno deve afirmar que se trata de conglomerados empresariais que atuam em diversos países., instalando suas unidades de produção a fim de ampliar seu mercado e baratear custos. A maior parte das empresas transnacionais mantém um centro de decisões globais localizado no país sede, para o qual é repatriada uma parte dos lucros obtidos no mundo inteiro.

5. São verdadeiras apenas as afirmações a, b e d. As afirmações c e e são falsas.

c) A localização de unidades de produção em áreas próximas a reservas minerais e carboníferas foi uma necessidade do ciclo do carvão, ao longo do século XIX.

e) A atuação das empresas transnacionais se tornou complexa por causa da "revolução da informação", a qual repercutiu consideravelmente no poder de atuação de tais empresas sobre os mercados.

6. a) É importante que o aluno relacione a maior concentração de sedes de empresas financeiras nas cidades denominadas globais à importância desse setor na fase atual de organização da economia capitalista.

b) O aluno deve apontar a América Latina, a Oceania, a África, o Oriente Médio e o subcontinente indiano como regiões que não abrigam a sede de nenhuma das empresas financeiras. Os países citados no gráfico localizam-se na Europa - Itália (Trieste e Milão), Suécia (Estocolmo), Espanha (Bilbao e Santander), Alemanha (Stuttgart, Munique e Frankfurt), Países Baixos (Utrecht e Amsterdã), Bélgica (Bruxelas), Reino Unido (Edinburgo e Londres), Suíça (Zurique) e França (Paris) -, na Ásia - Japão (Osaka e Tóquio) e China (Pequim) - e na América do Norte - Estados Unidos (Norwalk, Charlotte e Nova York).

O CONTEXTO

1. a) Espera-se que o aluno estabeleça relação entre a valorização empresarial dos lugares e acrescente importância dos meios de comunicação e da informática.

b) O aluno deve apontar, entre outras, as cidades de Campinas, Sorocaba, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Presidente Prudente.

2. a) Espera-se que o aluno indique em sua definição de rede a circulação de fluxos de informação e de capital, principalmente, entre diversos pontos do planeta que se conectam pelas redes de comunicação e de transporte.

b) O aluno deve observar que as redes de informação e de comunicação seguem a lógica do capital, o que se traduz por uma desigual distribuição nas diversas regiões do mundo.

3. O objetivo da atividade é propiciar uma reflexão aprofundada sobre as relações políticas e econômicas compreendidas pelas transformações no espaço geográfico mundial. Assim, espera-se que o aluno confronte os interesses econômicos das empresas transnacionais, de atuação mundial, com os relativos aos Estados nacionais.

4. O aluno deve indicar a cidade de Detriot, conhecida como a "capital nacional do automóvel" por abrigar a sede de empresas Ford, General Motors e Chrysler. Sua centralidade na rede de comunicações a torna mais atraente para a localização de um centro de gestão, que necessita dessa infraestrutura para o gerenciamento de suas unidades de produção.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O ESTADO NA ECONOMIA GLOBALIZADA

No sistema capitalista, o Estado sempre desempenhou funções fundamentais à manutenção desse sistema: manter a lei e a ordem, preservar a propriedade privada, resolver conflitos entre grupos sociais e econômicos, defender as fronteiras do país, estabelecer e controlar as regras comerciais e econômicas, estabelecer relações políticas e comerciais com outros Estados. Com algumas variações de país para país, o Estado foi agregando uma série de outras funções, como vemos a seguir:

  • Instalação de empresas estatais, ligadas principalmente ao setor de infra-estrutura, como o siderúrgico e o petroquímico;
  • Construção e manutenção de equipamentos de infra-estrutura (rodovias, ferrovias, viadutos, portos, aeroportos, usinas e redes de distribuição de energia elétrica etc.);
  • Participação acionária em empresas dos mais variados setores;
  • Investimento em educação, saúde, moradia e pesquisa;
  • Criação do sistema de aposentadorias, pensões e seguro-desemprego;
  • Controle da circulação da moeda;
  • Realização de empréstimos a juros baixos e isenção de impostos para determinados grupos econômicos ou sociais (subsídios);
  • Estabelecimento da taxa de juros, que serve de base para as atividades financeiras, inclusive as bancárias.

Na década de 1980. abriu-se uma nova discussão sobre o papel do Estado, por causa das crises econômico-financeiras existentes em vários países subdesenvolvidos e dos elevados déficits públicos de muitos países. Para os teóricos das organizações financeiras internacionais (Banco Mundial e FMI) e o governo dos EUA, a crise e a nova economia globalizada exigiam um Estado que não interferisse no livre comércio, facilitasse a atuação das grandes empresas, cobrasse menos impostos e reduzisse seus gastos, inclusive nos setores sociais (saúde, educação, moradia, previdência). Essas idéias e propostas foram chamadas de NEOLIBERAIS.

O Estado, na concepção neoliberal, deve intervir pouco na economia, procurando eliminar barreiras ao comércio internacional, atrair investimentos estrangeiros,privatizar empresas públicas, manter o equilíbrio fiscal (diferença entre arrecadação de impostos e gastos) e controlar a inflação. Para os neoliberais, não é papel do Estado extrair petróleo ou minérios, administrar refinarias e siderúrgicas nem participar de qualquer outro tipo de atividade econômica. Cabe ao Estado estimular a pesquisa tecnológica para apoiar a iniciativa privada, assegurar a estabilidade econômica e facilitar o livre funcionamento do mercado. A produção de mercadorias é papel das empresas particulares.

domingo, 23 de novembro de 2008

O CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO - QUESTÕES DE VESTIBULAR.

GABARITO DAS QUESTÕES DE VESTIBULAR DO CAPÍTULO 9.
  1. LETRA B
  2. LETRA D
  3. LETRA C
  4. A) A PRINCIPAL TENDÊNCIA DEMOGRÁFICA É O AUMENTO ACELERADO DA POPULAÇÃO NOS PAÍSES SUBDESNVOLVIDOS DA ÁFRICA, ÁSIA E AMÉRICA LATINA, EM CONTRASTE COM A ESTAGNAÇÃO DO EFETIVO DEMOGRÁFICO NOS PAÍSES DESENVOLVIDOS. B) NA ÁFRICA, A POPULAÇÃO MAIS QUE DOBRARÁ EM MEIO SÉCULO, REFLETINDO AS ELEVADAS TAXAS DE CRESCIMENTO VEGETATIVO. NA EUROPA, A POPULAÇÃO CONHECERÁ REDUÇÃO, REFLETINDO AS TAXAS NEGATIVAS DE CRESCIMENTO VEGETATIVO.
  5. LETRA B
  6. LETRA C
  7. LETRA C
  8. LETRA A
  9. LETRA D
  10. I) A ; II) B
  11. LETRA A

O CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO

GABARITO DOS EXERCÍCIOS DO CAPÍTULO 9.

  1. O conceito expressa a transição entre a situação caracterizada pela elevada mortalidade e pela elevada natalidade para outra, marcada pela baixa mortalidade e pela baixa natalidade. Como a mortalidade em geral recua antes que a natalidade, durante a fase de transição registram-se elevados índices de crescimentonnatural da população.
  2. A teoria malthusiana, surgida no contexto da transição demográfica da maioria dos países europeus, naturaliza a dinâmica demográfica das sociedades e defende que a miséria e s doenças são mecanismos naturais de controle do crescimento da espécie humana. A teoria neomalthusiana, que começou a ser difundida quando a transição demográfica elevava o crescimento da população dos países subdesenvolvidos,defende que a pobreza é resultante das altas taxas de incremento demográfico.
  3. Os países subdesenvolvidos vivem momentos diferentes da transição demográfica. Na América Latina, por exemplo, devido à urbanização, as taxas de natalidade apresentam sinais de decréscimo já há algumas décadas; na África subsaariana a tendência de declínio da natalidade só começou a se manifestar na década de 1990, e as taxas de crescimento natural da população continuam sendo as mais elevadas do Planeta. Assim, não existe uma dinâmica demográfica comum a todos os países subdesenvolvidos.
  4. A maior parte da PEA de um país é composta por adultos (20 a 59 anos). Assim, com o envelhecimento da população, ocorre uma diminuição relativa no contingente de pessoas em idade de trabalhar, fenômeno que já está em curso em diversos países europeus. Além disso, em países com porcentagem significativa de idosos em sua população, existe uma grande demanda por investimentos, tais como hospitais geriátricos e programas assistenciais. Na ausência desses investimentos, o envelhecimento da população yende a aumentar a exclusão econômica, social e cultural dos idosos.
  5. Nos países citados, a elevada expectativa de vida e presença de uma elevada porcentagem de idosos na população resulta em taxas de mortalidade superiores à média mundial.
  6. As pirâmides revelam o enorme incremento demográfico ocorrido no continente africano na segunda metade do século XX. Revelam ainda a persistência de taxas de natalidade elevadas e o predomínio absoluto de crianças e jovens na população.

domingo, 2 de novembro de 2008

TEORIAS DEMOGRÁFICAS

A TEORIA MALTHUSIANA - Exposta em 1789 (século XVIII), foi a primeira teoria demográfica de grande impacto e até hoje a mais popular de todas, apesar das falhas que apresenta.


Preocupados com os problemas sócio-econômicos (desemprego, fome, êxodo rural, rápido aumento populacional) decorrentes da Revolução Industrial e afetavam seriamente a Inglaterra, Malthus expôs sua famosa teoria a respeito do crescimento demográfico.
Para ele, a principal causa dos problemas que afetavam seu país era o grande crescimento populacional, especialmente dos mais pobres. A solução estaria no controle da natalidade, sendo que o referido controle deveria basear-se na sujeição moral do homem (casamentos tardios, abstinência sexual, etc.). Sua teoria é portanto nitidamente antinatalista e conservadora.
A teoria Malthusiana baseou-se em dois princípios:

1) Caso não seja detida por obstáculos (guerras, epidemias etc.), a população tende a crescer segundo uma PROGRESSÃO GEOMÉTRICA (P.G), duplicando a cada 25 anos.

2) Os meios de subsistência, na melhor das hipóteses, só podem aumentar segundo PROGRESSÃO ARITMÉTICA (P.A).
Para Malthus, a fome e a miséria eram resultados do elevado crescimento populacional. A solução, portanto, estava no controle da natalidade.


OS NEOMALTHUSIANOS - O quadro sócio-econômico do período pós-Segunda Guerra Mundial, marcado por taxas de crescimento demográfico muito elevadas no Terceiro Mundo, ao lado da situação de fome e miséria, ressuscitaram as idéias de Malthus.
Os Neomalthusianos ou alarmistas, temerosos diante desse quadro assustador do Terceiro Mundo, passam a responsabilizar os países subdesenvolvidos e o elevado crescimento demográfico como os culpados pelo referido quadro de horror.
Para os Neomalthusianos a solução estava na implantação de políticas oficiais de controle de natalidade mediante o emprego de pílulas anticoncepcionais, abortos, ligadura das trompas, vasectomia, etc.
Apesar de vários países terem adotado essas medidas, a situação de fome e miséria continua existindo.


OS REFORMISTAS OU MARXISTAS - Ao contrário de Malthus e os Neomalthusianos, que atribuem ao grande crescimento populacional do Terceiro Mundo a culpa pelo estado de pobreza e fome, os reformistas admitem que a situação de pobreza e subdesenvolvimento a que foi submetido o Terceiro Mundo é a responsável pelo excessivo crescimento demográfico e consequente estado de miséria.
Diante disso, os reformistas defendem a adoção de profundas reformas sociais e econômicas para superar os graves problemas do Terceiro Mundo. A redução do crescimento viria como consequência de tais reformas. Eles citam o exemplo dos próprios países desenvolvidos, cuja redução do crescimento só foi possível após a adoção de reformas sócio-econômicas e consequente melhoria do padrão de vida das suas populações.

FORMAS DE CONCENTRAÇÃO DO CAPITAL

1) TRUSTE - Reunião de empresas que perdem seu poder individual e o submetem ao controle de um conselho de trustes. Surge uma nova empresa com poder maior de influência sobre o mercado. Geralmente tais organizações formam monopólios.


2) CARTEL - Associação entre empresas do mesmo ramo de produção com objetivo de dominar o mercado e disciplinar a concorrência. As partes entram em acordo sobre o preço, que é uniformizado. Os cartéis prejudicam a economia por impedir o acesso do consumidor à livre concorrência e beneficiar empresas não-rentáveis. Tendem a durar pouco devido ao conflito de interesses.


3) HOLDING - Consiste no agrupamento de grandes sociedades anônimas . Neste caso, a maioria das ações de cada uma delas é controlada por uma única empresa, a Holding. Uma Holding geralmente é formada para facilitar o controle das atividades em um setor.

sociedades anônimas - designação dada às empresas que abrem seu capital e emitem ações que são negociadas em bolsa e valores.

4) DUMPING - Prática comercial que consiste em vender um produto ou serviço por um preço irreal para eliminar a concorrência e conquistar a clientela. Proibida por lei, pode ser aplicada tanto no mercado interno quanto no externo.


5) MONOPÓLIO - Um determinado setor que é controlado por um único vendedor. Alguns monopólios são instituídos com apoio legal para estimular a indústria nacional.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Robôs e engenheiros: para onde vão os operários?

Rosalina Maria Costa*

Hoje, um fantasma ronda a vida dos trabalhadores: o desemprego. Para muitos estudiosos trata-se de um desemprego estrutural, isto é, causado pelas transformações que vêem ocorrendo no padrão ou modelo de desenvolvimento produtivo e tecnológico que dominava nos países capitalistas avançados. Tranformações essas que apresentam diferenças nos países que ocorrem, mas que de qualquer forma estão alterando a organização do processo produtivo e do trabalho em todos eles, e no resto do mundo também. Mudanças que afetam o conjunto do mundo do trabalho.

Os rôbos ou as novas tecnologias de produção parecem a primeira vista os únicos e mais cruéis causadores desse desemprego. No entanto existem outras razões de ordem econômica, social, institucional e geopolítica que, associadas a tecnologia, formam um conjunto que explica melhor aquilo que, para alguns analistas mais extremados significaria até mesmo o fim de uma sociedade organizada com base no trabalho.

O sistema capitalista, como todo sistema econômico apresenta transformações ao longo de sua história. As mudanças podem ser profundas, acumular tensões sociais e graves problemas econômicos, gerar crises, guerras, lutas e revoluções políticas, mas o sistema permanece fundamentalmente o mesmo, isto é, produtor de mercadorias cuja venda objetivam o lucro. Por isso o chamamos, indiferenciamente, de economia de mercado ou economia capitalista. Mas para que as empresas capitalistas produzam mais e mais mercadorias, com maior eficiência e melhores níveis de produtividade, ganhando em competitividade em relação a outras empresas, e sempre que possível, obtendo lucros crescentes, elas precisam criar e apliocar novas técnicas e bnovas formas de organização da produção e do trabalho, dividir funções com outras empresas, negociar salários, estipular taxas de lucros etc.

Mas o capitalismo não se restringe apenas às unidadedes empresariais e suas dinâmicas internas. Existem outros componentes e dinâmicas extremamente importantes na sociedade como um todo, que precisam ser levados em consideração inclusive porque interferem na vida das próprias empresa. Eles podem ser as formas institucionalizadas, tais como: regras do mercado, legislação social, moeda, redes financeiras em grande parte estabelecidas pelo Estado em formas de leis. Assim como as disputas entre o poder das nações, o comércio internacional, os gastos governamentais, a renda e o consumo de cada família, a qualidade dos recursos humanos, a previdência social, as convenções coletivas, as idéias produzidas etc.

Quando esse conjunto de elementos, e muitos outros, são razoavelmente ajustados e aceitos pela sociedade como um todo ( não se trata de um consenso pleno, pois sempre haverá oposições e tensões) estamos diante de um modelo de desenvolvimento capitalista dominante, com uma organização territorial correspondente. Até que uma nova crise ocorra e novos rearranjos sejam feitos na sociedade e no espaço.

Após a crise de 29, o modelo de desenvolvimento que paulatinamente passa a dominar entre os países de tecnologia avançada - Estados Unidos, Japão e países da Europa - mantidas suas especificidades, leva o nome de FORDISMO, pois nesse modelo estão incluídas formas de produção e de trabalho postas em prática pioneiramente nos Estados Unidos, nas décadas de 10 e 20, nas fábricas de automóveis do empresário norte-americano Henry Ford. O FORDISMO teve seu ápice no período pós-guerra, nas décadas de 50 e 60. Período que ficou reconhecido na história do capitalismo como Os Anos Dourados.

A crise sofrida pelos Estados Unidos, na década de 70 foi considerada uma crise do próprio modelo que apresentava queda da produtividade e das margens de lucros. A partir da década de 80 esboça-se nos países industrializados um novo padrão de desenvolvimento reconhecido como PÓS-FORDISMO ou MODELO FLEXÍVEL.

Para compreendermos as tendências do novo modelo flexível, baseado na tecnologia da informação que vem ameaçando os empregos, é necessário levantarmos, ainda que de forma simplificada, algumas carcaterísticas do modelo anterior - O FORDISMO - e algumas razões que levaram ao seu esgotamento.

FORDISMO
Período : O Fordismo surge nos países de industrialização avançad apartir da crise de 1929, sendo o seu auge de dominação nos anos 50 e 60.

Avanços tecnológicos : O Fordismo contou inicialmente com os avanços tecnológocos alcançados no fianl do século XIX como a eletricidade e o motor à explosão. Mais a frente incorporou os avanços da alta tecnologia demandada pela Segunda Guerra e que posteriormente passaram para uso da sociedade civil, como no caso dos materiais sintéticos e do motor a jato. E, finalmente, no pós-guerra começo a usufruir dos avanços cisntíficos alcançados nas áreas de eletrônica e da tecnologia de informação.

Organização da produção : Nas grandes indústrias longas esteiras rolantes levam o produto semi-acabado até os operários, formando uma cadeia de montagem. A produção dos diversos componentes é feita em série. O resultado é uma produção em massa que utiliza maquinaria cara e que por isso o tempo ocioso deve ser evitado a todo custo. Acumulam-se grandes estoques extras de insumos e trabalhadores para que o fluxo de produção não seja desacelerado. Os milhares de produtos padronizados são feitos para mercdos de massa. Os setores industriais mais destacados são os bens duráveis de consumo (automóvis e eletroeletrônicos) e os de bens de produção, destacadamente a petroquímica. Entre as décadas de 40 e 60 surge uma interminável seqüência de novos produtos, tais como: rádios portáteis transistorizados, relógios digitais, calculadoras de bolso, equipamentos de foto e vídeo.


Organização do trabalho: O trabalho passa a organizar-se baseado em métodos racionais, conhecidos como taylorismo que separam as funções de concepção (administração, pesquisa e desenvolvimento, desenho etc) das funções de execução: que subdivide ao máximo as atividades dos operários, que podem ser realizadas por trabalhadores com baixos níveis de qualificação, mas especializados em tarefas simples, de gestos repetitivos, e que reyém as decisões nas mãos da gerência. Esse "método americano" de trabalho se constitui de rígidas linhas hierárquicas comuma estrutura de comando partindo da alta direção e descendo até a fábrica. Os operários perdem o controle do processo produtivo como um todo, mas são rigidamente controlados por técnicos e administradores.
Organização dos trabalhadores : Crescimento e fortalecimento dos sindicatos. Os contratos de trabalho são assinados coletivamente. Os salários são ascendentes. Importantes conquistas de cunho social são realizadas, tais como: garantias de emprego, salário-desemprego e aposentadoria.
Mercado: Mercados de massa são garantidos com a ampliação da capacidade de compra dos próprios trabalhadores. Embora ocorra uma expansão dos mercados internacionais são os mercados internos que garantem o consumo da maior parte da produção. Surge a sociedade de consumo. Geladeiras, lavadoras de roupa automáticas, telefone e mesmo automóveis passam a ser produtos de uso comum. Serviços, antes acessíveis a minoria, como no caso do setor de turismo, se transformam em serviços de massa.
Papel do Estado: Ampliação e diversificação da intervenção social e econômica do Estado, inspirado nos princípios da teoria Keynesiana e do Estado do Bem-Estar Social. O Estado nacional de cárater Keynesiano passa a interferir mais diretamente na economia através, por exemplo, dos gastos públicos, dos planos de desenvolvimento regional, da criação de um número significativo de empregos no setor público e do atendimento às garantias reivindicadas pelos trabalhadores como no caso da garantia de empregos. E, o Estado do Bem-Estar Social desenvolve políticas destinadas a reduzir as desigualdades sociais, como as de transportes urbanos, habitação, saneamento, urbanização, educação e saúde.
Organização do território: A organização da produção e do trabalho reorganizam o espaço geográfico. O processo de urbanização se acelera. As unidades produtivas atraem umas as outras. Crescem ainda mais as regiões industriais. As cidades se transformam em grandes manchas urbanas. Suregem novos bairros residenciais e distritos industriais com o apoio e incentivo estatais. Crescem a construção civil e a massa construída de casas e prédios, em grande parte fomentada por programas governamentais de hipotecas e empréstimos. As metrópoles, com seus centros de negócios e de decisões constituídos pelas sedes sociais das grandes empresas incorporam os municípios vizinhos. Grandes regiões urbanizadas - as megalópoles - se formam entre duas ou mais metrópoles devido à polarização que essas exercem sobre as pequenas e médias cidades que se encontram ao seu redor. Intensos fluxos de pessoas e mercadorias integram o conjunto formado por essas cidades. Em todas as cidades intensificam-se o comércio, os transportes, as comunicações, os serviços em geral. As redes urbanas adensam-se. Diversificam-se as atividades culturais e de lazer. Crescem as universidades e centros de pesquisa e tecnologia. Mais capitais e trabalhadores são atraídos. A Geografia do Fordismo é a das grandes concentrações urbano-industriais.
O modelo fordista que floresceu no pós-guerra dependia da subida constant dos salários para manter o mercado ativo, ou seja, níveis de produção e consumo crescentes. Mas os salários não podiam crescer a ponto de ameaçar os lucros empresariais. Por isso mantêm-se os niveis salariais e lucros através do aumento dos preços dos produtos, gerando uma crise inflacionária. Nos Estados Unidos o gastos públicos se agigantavam tanto internamente quanto externamente - a guerra do Vietnã é um exemplo. A moeda americana fica debilitada. Esse país que durante todo esse período de domínio do modelo tivera o papel de assegurara aestabilidade da economia mundial, com base em sua moeda - o dólar - vê esse sistema monetário declinar. A competitividade da Europa e do Japão superavam a dos Estados Unidos. Assistia-se a uma verdadeira guerra comercial, que nunca deixou de crescer.
A partir da década de 70, a saída é invstir num novo modelo que rompa com a considerada rigidez do modelo FORDISTA. A ordem é flexibilizar, ou seja, golpear a rigidez dos processos de produção, nas formas de ocupação da força de trabalho, nas garantias trabalhistas e na rigidez dos mercados de massa, agora saturados.
As firmas multinacionais, para restabelecer sua rentabilidade, expandem espacialmente sua produção por continentes interiros. Surgem novos países industrializados. Os mercados externos crescem mais que os mercados internos. O capitalismo internacional reestrutura-se.
Os países de economias avançadas precisam criar internamente condições de competitividade. A saturação dos mercados propicia uma produção diversificada para atender consumidores diferenciados. Os contratos de trabalho passam a ser mais flexíveis. Diminui o número de trabalhadores permanentes. Cresce o número de trabalhadores temporários. Flexibilizam-se os salários - crescem as desigualdades salariais, segundo a qualificação dos empregados e as especificidades da empresa. Em muitas empresas, junta-se o que taylorismo separou: o trabalhador pensa e executa. Os sindicatos vêem reuzidos seu poder de representação e de reinvindicação. Amplia-se o desemprego. Os compromissos do Estado do Bem-estar social vão sendo pouco a pouco rompidos. Eliminam-se, gradativamente, as regulamentações do Estado. As políticas keyneisianas, que se revelaram inflacionárias, à medida que as despesas públicas aumentavam e a capacidade fiscal estagnava, forçam o enxugamento do Estado.
A tranformação do modelo produtivo se apoia nas tecnologias que já vinham surgindo nas décadas do pós-guerra - automação e robotização - e nos avanços das nova tecnologias da informação. O método de produção amricano é substituído pelo métod japonês de produção enxuta que combina máquinas cadavezmais sofisticadas com uma nova engenharia gerencial e administrativa de produção - a reegenharia, que tende a eliminar a organizaão hierarquizada. Agora engenheiros de projetos, programadores de computadores e operários interagem face a face, compartilhando idéias e tomando decisões conjuntas.
O novo método, rotulado por muitos como toyotismo, numa referência a empresa japonesa Toyota, utiliza menos esforço humano, menos espaço físico, menos investimentos em ferramentas, menos tempo de engenharia para desenvolver um novo produto. A empresa que possui um inventário computadorizado, juntamente com melhores comunicações e transportes mais rápidos, não precisa mais manter enormes estoques. É o just in time (de entregas na hora),
o que lhe permite variar a produção de ma hora para outra, atendendo as constantes exigências de mudança do mercado consumidor e das mudanças aceleradas nas formas e técnicas de produção e de trabalho. A ordem é: estoques mínimos.
As grandes empresas repassam para pequenas e médias empresas subcontratadas um certo número de atividades, tais como de concepção de produtos, pesquisa e desenvolvimento, produção de componentes, segurança, alimentação e limpeza. Com essa chamada terceirização as grandes empresas reduzem suas pesadas e onerosas rotinas burocráticas, reduzem as despesas com encargos sociais e concentram-se naquilo que é estratégico para a empresa.
A produção flexível vem transformando velhas e ela borando novas geografias locais, regionais e
internacionais, na medida em que ocorrem redistribuições espaciais dos investimentos de capital produtivo e especulativo e consequentemente redistribuição espacial do trabalho. Numerosas empresas transferem das tradicionais concentrações urbanas e regiões industriais congestionadas, poluídas e sindicalizadas, para as periferias nacionais, onde a organizção e o poder e luta dos trabalhadores é pouco significativa. Surgem novos complexos de produção localizados - os complexos científicos-produtivos, ligados a universidades e centros de pesquisa onde as inovações são constantes. Um caso exemplar desses complexos e o do Vale do Silício, na Califórnia - Estados Unidos, cujo modelo se difundiu por vários países. Nele a Universidade de Stanford juntamente com empresas de ramos de microeletrônica criaram um parque tecnólogico
cuja fama cresceu, com a produção de semicondutores e o uso do silício como matéria-prima para sua fabricação. O Vale do Silício faz parte de uma área maior da baía do São Francisco onde se estabeleceram numerosas indústrias de alta tecnologia, onde são encontradas pessoas altamente qualificadas e mão-de-obra pouco qualificada constituída de mulheres e imigrados e onde nível da sindicalização é muito baixo. Tecnopolos também são encontrados no interior das tradicionais regiões industriais que vêem se modernizando, como no casoda região industrial de Frankfurt na Alemanha: ou ainda daquelas que procuram sair de uma situação de estagnação, como no caso da região de Turim, na França.

O sistema just in time exige também uma reorganização do território. As empresas subcontroladas pelas grandes empresas se aglomeram em torno da planta terminal de produção criando um novo tipo de aglomeração produtiva. Este é o caso da fábrica da Volkswgen, instalada em Rezende, no Estado do Rio de Janeiro, que vem atraindo outras empresas que produzirão, no chão da fpabrica da própria Volkswagen, componentes utilizados na produção de ônibus e caminhões.

Sem nenhuma dúvida vivemos hoje mudanças profundas que se refletem no mundo trabalho. Para os mais otimistas a questãodo desemprego tecnológico será resolvida pela própria tecnologia avançada que exigirá o surgimento de novos setores produtivos e de atividades humanas a ela ligaos, exigindo assim, novos trabalhadores. Para outros, o sonho dos empresários de fábricas sem operários está prestes a ser realizado. Também nos setores agricolas e de serviços as máquinas, substituem o trabalho humano. Corporações multinacionais anunciam que estão cada vezmais competitivas, e ao mesmo tmpo anunciam demissões em massa. A questão que se cooca nesse final de século é: para onde vão os trabalhadores? A resposta dependerá da posição assumida pelas sociedadades como um todo.
Bibliografia
HARVEY. David. Condição Pós-Moderna. São Paulo: Edições Loyola. 1994.
HOBSBAWM, Eric J.. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras. 1995.
LIPIETZ, Alain. Audácia: uma alternativa para o século XXI. São Paulo: Nobel, 1991.
MATTOSO. Jorge Eduardo L.. A Desordem do Trabalho. São Paulo: Editora Página Aberta Ltda. 1995.
RIFKINS. Jeremy. Fim dos Empregos: o declínio inevitável dos níveis de empregos e a redução da força de trabalho. São Paulo: Makron Books, 1995.
TAVARES. Heremes Magalhães. Inovações tecnológicas e suas implicações territoriais. In: PIQUET. Rosélia. RIBEIRO, Ana Clara T.. Brasil, território da desigualdade: descaminhos da modernização. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed: Fundação Universitária José Bonifácio. 1991.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

As Oscilações do Capitalismo


Texto retirado da publicação de Cláudio Vicentino e Reinaldo Scalzaretto. Suplemento atualizado para o Ensino Médio: Nova ordem internacional. Ed. Scipione

Como sistema produtivo, o capitalismo sempre se caracterizou por flutuações periódicas de expansão e contração econômica. Foi um economista russo do início do século, chamado Nikolai Kondratieff (1892-1930), quem denominou de ciclos longos cada um desses períodos, hoje também chamados de ciclos de Kondratieff. Com duração aproximada de 40 a 60 anos, cada um desses ciclos apresenta um período de prosperidade, seguido de recessão, depressão e recuperação.

Considerando a história do desenvolvimento produtivo desde o início da Revolução Industrial até os dias de hoje e aplicando a teoria de Kondrtieff, podemos visualisar quatro grandes ciclos ou ondas da evolução econômica, como indica o gráfico abaixo:


O primeiro ciclo vai de 1782 a 1845, com a expansão econômica impulsionada pelas inovações tecnológicas, fundadas na máquinan a vapor e na indústria têxtil, características da Primeira Revolução Idustrial, sob liderança da Inglaerra.

O segundo ciclo, de 1845 a 1892, foi impulsionado pela Segunda Revolução Industrial, assentada na expansão ferroviária e siderúrgica. Embora a Inglaterra ainda liderasse as inovações e mantivesse a hegemonia sobre o spaço mundial, os Estados Unidos foram se consolidando economicamente e ultrapassando a velha potência em alguns setores industriais.

Já o terceiro ciclo, iniciado em 1892 e encerrado em 1948, contou com as inovações técnicas do motor a explosão, do uso do petróleo e da eletricidade. Os Estados Unidos, agora líderes absolutos em todos os principais setores econômicos, firmavam sua expansão geopolítica continental e internacional, colocando sob sua área de influência o Pacífico e o Atlântico.

Finalmente, vivemos hoje a quarta onda, que teve início em 1948 e parece estar agora na última fase, ou seja, no períod de recuperação. Nesse último ciclo, a tecnologia propulsora do desenvolvimento é baseada na eletrônica, na biotenologia e na química fina. Concorrendo com os Estados unidos, o Japão e a Alemanha surgem como potências que estão assumindo a vanguarda na produtividade, no desenvolvimento tecnológico e na acumulação de capitais.

Desde que se instalaram o declínio e a recessão capitalista nos anos 60, essas potências conseguiram manter suas taxas de crescimento e despontam, noa anos 90, como principais pólos da ordem capitalita. Enquanto os Estados Unidos continuam com crescentes déficits poúblicos e sados negativos na balança comercial, além de recessã industrial e elevadas taxas de desemprego, seus concorrentes acumulam volumes gigantescos de dólares, devido ao constante crescimento da produção industrial e dasportações e aos investimentos em áreas prioritárias da tecnologia do futuro.

Contudo, mesmo com a emergência dos novos pólos dinâmicos do desenvolvimento, os centros que lideram a ordem capitalista estão mais interdependentes do que emconfronto, definindo entre si áreas de hegemonia e dividindo funções que combinam seus interesses.

domingo, 14 de setembro de 2008

Encontro com Milton Santos




Perguntas baseadas no documentário "Encontro com Milton Santos ou o mundo global visto do lado de cá".





1) Por que Milton Santos afirma que a globalização é uma fábrica de perversidade?


2) Como pode ser analisada essa "outra globalização" proposta por Milton Santos?


3) Por que e para que o consenso de Washington foi pensado pelos países dominantes?


4) Por que o desemprego crescente, segundo Milton Santos, é uma condição para chegarmos a mais globalização?


5) "água, gás, petróleo"... Por que os países mais pobres clamam pela nacionalização de seus recursos naturais?


6) O que o documentário quis dizer com a idéia do "HOMO DAVOS"?


7) Por que Celso Amorim (Ministro das Relações Exteriores) afirma que o papel do Estado no mundo global ainda tem importância?


8) Como podemos analisar o tópico sobre a REVANCHE DA PERIFERIA?


9) O que Milton Santos quer dizer quando fala em GLOBALITARISMO?


10) " A questão da fome está calcada na má distribuição". Analise essa afirmativa.


11) Por que Milton Santos sugere que o período tecnológico está acabando, e que o foco atual será o demográfico?


12) Levando-se em conta a história da menina e do cachorro, e levando em conta que as notícias são interpretações dos fatos. Como podemos afirmar que a mídia é a intermediadora (não é inocente), mas não é dela o "poder"?


13) "A evolução não será sincronizada como anteriormente e os principais atores são os de baixo, e eles é que vão mandar na história". Analise a afirmativa de Milton Santos à luz do mundo global.


14) Dê exemplos de outros totalitarismos existentes, além do próprio GLOBALITARISMO.


15) " O GLOBALITARISMO existe para reproduzir a globalização". Analise essa firmativa.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Três tipos diferentes de formação de áreas desérticas

Existem três tipos de formação de áreas desértica no mundo.
1) Desertos que se formam nas áreas de alta pressão atmosférica (anticiclones). Elas são responsáveis pela dispersão dos ventos, o que não favorece a precipitação, já que não há ascensão de ar, perda de temperatura e condensação. Exemplos desse tipo são o Saara, o Australiano, o da Somália.
2) Desertos que se formam pela presença constante de correntes marinhas frias, responsáveis por retirar umidade do ambiente. Exemplos desse tipo são deserto de Kalahari que apresenta frequentemente a corrente fria de Benguela e o deserto da Patagônia, com a corrente fria das Falkland.
3) Desertos que sse formam pela presença de barreiras naturais nas proximidades da costa, como montanhas, que impedem a passagem de umidade. Exemplos desse tipo, são o de Gobi e de Atacama.

EXERCÍCIOS DE CLIMATOLOGIA COM GABARITO NO FINAL

1- Considere as características a seguir:
* Temperaturas médias superiores a 18°C com diferenças sazonais marcadas pelo regime de chuvas.* Amplitude térmica anual inferior a 6°C.
* Circulação atmosférica controlada por massas equatoriais e tropicais.
* Regimes fluviais dependentes, basicamente, do comportamento da precipitação.
* Paisagens vegetais dominantes: florestas latifoliadas e savanas.
Tais feições ocorrem, predominantemente, em regiões:
a) extratropicais de média latitude e elevada altitude.
b) intertropicais de baixa latitude e modesta altitude.
c) temperadas com forte influência dos oceanos.
d) de planícies inundáveis de alta latitude.e) litorâneas de qualquer latitude.

2- Analise as seguintes afirmações:
1. Brasília, situada no interior do Brasil, apresenta temperaturas médias de verão e inverno com pequena diferença, o que facilita o desenvolvimento dos Campos Cerrados.
2. As áreas do globo, situadas a grandes altitudes, apresentam baixas temperaturas e elevada pressão atmosférica.
3. Quando se comparam as cidades de Santos e Belém, verifica-se que em Santos há menor amplitude térmica anual, devido à proximidade do Trópico de Capricórnio.
4. As áreas que sofrem influência marítima são de menor variação térmica que o interior dos continentes.
5. Monções é um tipo climático característico das zonas semi-áridas.
6. Gobi é uma área desértica específica do oeste norte-americano.
Assinale a alternativa que contém todas as afirmações corretas.
a) 1, 2 e 3
b) 2, 3 e 6
c) 4
d) 6
e) 1, 2, 3, 5 e 6

3- Na(s) questão(ões) a seguir, escreva no espaço apropriado a soma dos itens corretos.
Com relação às regiões tropicais, é correto afirmar que:
(01) As regiões tropicais correspondem às áreas de baixas latitudes, localizadas entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio.
(02) O principal elemento diferenciador dos sub-tipos climáticos é a pluviosidade e, às vezes, a altitude.
(04) Em geral, os solos tropicais são frágeis e requerem cuidados especiais de manejo para evitar a erosão.
(08) As amplitudes térmicas das temperaturas tropicais, tanto diárias como anuais, em geral são extremamente elevadas.
(16) Os climas são quentes: as médias térmicas do mês mais frio estão entre 18°C e 24°C, e as do mês mais quente, entre 24°C e 30°C.
Soma = ( )

4 - Na(s) questão(ões) a seguir, escreva no espaço apropriado a soma dos itens corretos.
Com relação às massas de ar que atuam na América do Sul, é correto afirmar que:
(01) A Tropical Continental é a mais seca e ocorre, predominantemente, no período de verão.(02) A massa de ar Equatorial Continental, por formar-se sobre o continente nas proximidades do Equador, é quente e extremamente seca.
(04) A disposição da cordilheira dos Andes, no sentido dos meridianos, é que impede a massa Tropical Pacífica de atuar no interior do território Sul-Americano
08) A massa de ar Tropical Atlântica é gerada pelo mesmo anticiclone que dá origem aos ventos alísios de sudeste.
(16) O avanço das massas polares sobre a porção sul do continente se manifesta pela formação de frentes frias que, ao se deslocarem pelo Interior, podem chegar até a região Amazônica.
Soma = ( )

5- No verão, caem fortes chuvas em várias regiões asiáticas. Abrange as planícies costeiras da Índia, sudeste e leste da China e se caracteriza pela atividade dos ventos que, durante o verão, sopram do Indico e do Pacífico para o continente. Trata-se do clima:
a) mediterrâneo.
b) minuano.
c) tropical de altitude.
d) semi-árido.
e) de monções.

6 - Considere as seguintes afirmativas:
I. A temperatura aumenta dos pólos em direção ao Equador.
II. A temperatura diminui à medida que a altitude aumenta.
III. A temperatura do litoral é regularizada pela proximidade das águas oceânicas.
IV. A temperatura do litoral é sempre mais alta que a do interior.
V. Cidades localizadas em latitudes diferentes nunca apresentam temperaturas semelhantes.
São corretas APENAS as afirmativas
a) I, II e III
b) I, III e IV
c) II, III e
d) II, IV e V
e) III, IV e V

7 - As freqüentes e abundantes chuvas que caracterizam a zona equatorial em todo o globo são explicadas:
a) pelo relevo acidentado.
b) pela proximidade dos oceanos.
c) pelas baixas pressões atmosféricas.
d) pelas altas temperaturas médias.
e) pela dispersão dos ventos.

8 - Na(s) questão(ões) a seguir julgue os itens e escreva nos parênteses (V) se for verdadeiro ou (F) se for falso.
Sobre os ventos denominados "monções", julgue os itens a seguir.
( ) São ventos permanentes que abrangem o nordeste da Austrália e o subcontinente da Malásia.
( ) Durante o verão, no hemisfério norte (de junho a setembro), eles sopram do oceano Índico, onde há zonas de alta pressão, para o continente. Durante o inverno, os ventos partem do continente rumo ao oceano Índico.
( ) A principal conseqüência das monções é a intensificação repentina da pluviosidade, favorecendo a rizicultura.

9 - Relacione as colunas indicando os tipos de chuvas:
a) de relevo
b) convectiva
c) frontal
( ) o encontro com barreiras de montanhas provocam chuvas nas encostas.
( ) provocada pelo encontro de uma massa de ar quente com uma massa fria.
( ) provocada pela intensa evapo-transpiração principalmente em regiões tropicais.

10 - Relacione as colunas indicando os fenômenos descritos:
a) Quanto mais longe do Equador mais inclinados são os raios solares.
b) O ar mais rarefeito provoca a diminuição da atmosfera.
c) A terra se resfria e se aquece mais rapidamente que a água.
( ) altitude
( ) continentalidade
( ) latitude

GABARITO

1 - B
2 - C
3 - 1+4+16=21
4 - 1+4+8+16=29
5 - E
6 - A
7 - C
8 - F
V
V
9 - A
C
B
10 - B
C
A

domingo, 24 de agosto de 2008

A ENERGIA SOLAR E O JOGO DOS CLIMAS

obs: Por problemas técnicos somente consegui postar agora os exercícios.

Gabarito da página 320.

1. letra C
2. letra E
4. letra A
6. letra B
9. letra A
10. letra C